O nado sincronizado é um dos esportes mais bonitos dos Jogos Olímpicos e o Brasil estará, pela quarta Olimpíada seguida, representado no dueto, por Lara Teixeira e Nayara Figueira. O objetivo, é voltar a uma final olímpica, que escapou há quatro anos, quando o mesmo dueto ficou em 13º lugar: "Queremos essa final de qualquer jeito, estamos com aquele 13º lugar engasgado" garante Lara, que viu a 12ª posição escapar em Pequim por 0,249 pontos, "temos que ficar de olho na Coreia e na República Tcheca".
No ciclo olímpico, o dueto brasileiro conseguiu se manter entre as 12 melhores do mundo. No mundial de 2009, ficaram em 10º na rotina técnica e 11º na livre. Ano passado, em Shangai, 12º lugar em ambas as rotinas, resultado que foi bom, mas que não satisfez 100% nem ao dueto brasileiro, nem a técnica Andrea Curi. Elas querem mais: "Vamos para cima das francesas, americanas e até das britânicas" confia Lara, o que deixaria o Brasil no top-8 do mundo.
Existirá uma briga muito boa entre a oitava e décima quarta posição em Londres e todos os duetos estão muito embolados na disputa.
Até Londres, elas não vão disputar nenhuma competição, com o objetivo e intensificar o treino físico. "Precisamos ficar fortes e energéticas nas cores, por isso não disputamos nenhuma competição até embarcar para Londres. Queremos competir mais que o nosso 100% na Olimpíada", diz Lara, que esse ano, ao lado de Nayara, ficou em nono lugar no pré olímpico, em Londres. Na ocasião, a dupla ficou a frente da França na Rotina técnica, mas foram superadas na livre.
Vale lembrar que, nos mundiais, são duas disputadas diferentes, a rotina técnica e livre, com eliminatórias e finais em cada um dos quesitos. Na Olimpíada, as notas são somadas e apenas uma medalha é entregue.
Uma grande discussão que gira em torno do nado sincronizado é o preconceito dos juízes na hora de dar as notas. Em Pequim, muitos especialistas disseram que as apresentações de Lara e Nayara foram melhores que a das suíças, mas os árbitros foram mais rigorosos com as brasileiras. Lara comentou que nos últimos quatro anos, as coisas mudaram: " Conseguimos ao longo
desse ciclo mostrar nosso trabalho na água e tiramos um pouco esse
estigma de subjetividade do nosso esporte.Temos trabalhado muito para
não deixar duvidas nos árbitros que melhoramos e que
merecemos mais notas. Nos jogos olímpicos os árbitros são mais bem
preparados e acredito que não haverá preconceito nenhum".
O dueto brasileiro provou durante todo o ciclo olímpico que pode sim conseguir uma vaga na final olímpica, o que já seria um resultado bom. Melhor ainda, se conseguirem ficar entre as 10 melhores do mundo, e conseguir o melhor resultado do Brasil em Olimpíadas.
A série Passaporte Carimbado falará das chances de cada um dos
brasileiros que vão a Londres. Objetivo é chegar aos Jogos Olímpicos
tendo entrevistado TODOS os brasileiros de provas individuais e uma boa
parte dos coletivos.
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Brasil em Londres 2012
Acompanhando nossos atletas durante mais um ciclo olímpico
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Países em Londres- Polônia
Os poloneses conseguiram, em Atlanta-1996, sua melhor campanha com sete medalhas de ouro cinco pratas e cinco bronzes e a décima primeira posição no quadro. Em Pequim, foram três medalhas de ouro e, no quadro de medalhas de mundiais do ano passado, foram três ouros, oito pratas e três bronzes.
Ainda não caiu a ficha dos poloneses que as Olimpíadas estão chegando pois antes dela o país será sede de um dos mais importantes eventos esportivos do mundo, a Eurocopa.
CORREDOR(A) POLONÊS
A velha expressão "Corredor Polonês" surgiu no período entre-guerras, mesma época que uma mulher, Stanislawa Walasiewicz ganhava a medalha de ouro na Olimpíada de 1932. Porém, quase cinquenta anos depois, descobriu-se que ela era ele, num exame de necrópsia feito após sua morte em um assalto em 1980
ESPERANÇA DE MEDALHA ACIDENTADO
Thomasz Zowalski, atleta do judô, sofreu um acidente quando andava de moto na Polônia e se machucou seriamente, tornando assim praticamente impossível sua participação na Olimpíada. Ele é da categoria até 66kg, a mesma de Leandro Cunha, era o nono colocado no ranking mundial e foi medalha de prata no Campeonato Europeu.
ATLETISMO
É a mais tradicional modalidade do país, foram 22 medalhas de ouro na história da Olimpíada. Em Londres, a tradição deve continuar. Pawel Wojciechowski é o atual campeão mundial do salto com vara, mas ainda precisa ser mais regular para ser considerado total favorito ao ouro. Os marchadores poloneses são muito bons e vão com boas chances, mas nada comparado com Robert Koezenioswki, que conseguiu quatro ouros em três Olimpíada, com o histórico título nos 20km e 50km nos Jogos de Sydney 2000.
Nas provas de arremesso e lançamento também tem totais chances de medalha.
BRASIL x POLONIA
A seleção da Polônia é uma das mais fortes do mundo, foi medalha de prata na última Copa do Mundo, enquanto o Brasil, apesar de ter superado os poloneses, ficou com o bronze. As duas seleções estão no mesmo grupo da Liga Mundial e, na primeira partida, derrota brasileira, 2x3.
Na vela, Robert Scheidt e Bruno Prada são favoritos ao ouro ao lado dos britânicos Ian Percy e Andrew Simpson. Porém, tem dois poloneses de nomes difícies de se pronunciar, Mateusz Kusznierewicz/ Dominik Zycki, brigam por fora pelo ouro.
Na série Países em Londres, vou analisar as pretensões dos principais países do quadro de medalhas. Quando necessário, vou juntas alguns países e apresentar regiões do mundo. Objetivo é chegar até o dia 27 de julho tendo falado ao menos UM POUCO de cada um dos países.
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Ainda não caiu a ficha dos poloneses que as Olimpíadas estão chegando pois antes dela o país será sede de um dos mais importantes eventos esportivos do mundo, a Eurocopa.
CORREDOR(A) POLONÊS
A velha expressão "Corredor Polonês" surgiu no período entre-guerras, mesma época que uma mulher, Stanislawa Walasiewicz ganhava a medalha de ouro na Olimpíada de 1932. Porém, quase cinquenta anos depois, descobriu-se que ela era ele, num exame de necrópsia feito após sua morte em um assalto em 1980
ESPERANÇA DE MEDALHA ACIDENTADO
Thomasz Zowalski, atleta do judô, sofreu um acidente quando andava de moto na Polônia e se machucou seriamente, tornando assim praticamente impossível sua participação na Olimpíada. Ele é da categoria até 66kg, a mesma de Leandro Cunha, era o nono colocado no ranking mundial e foi medalha de prata no Campeonato Europeu.
ATLETISMO
É a mais tradicional modalidade do país, foram 22 medalhas de ouro na história da Olimpíada. Em Londres, a tradição deve continuar. Pawel Wojciechowski é o atual campeão mundial do salto com vara, mas ainda precisa ser mais regular para ser considerado total favorito ao ouro. Os marchadores poloneses são muito bons e vão com boas chances, mas nada comparado com Robert Koezenioswki, que conseguiu quatro ouros em três Olimpíada, com o histórico título nos 20km e 50km nos Jogos de Sydney 2000.
Nas provas de arremesso e lançamento também tem totais chances de medalha.
BRASIL x POLONIA
A seleção da Polônia é uma das mais fortes do mundo, foi medalha de prata na última Copa do Mundo, enquanto o Brasil, apesar de ter superado os poloneses, ficou com o bronze. As duas seleções estão no mesmo grupo da Liga Mundial e, na primeira partida, derrota brasileira, 2x3.
Na vela, Robert Scheidt e Bruno Prada são favoritos ao ouro ao lado dos britânicos Ian Percy e Andrew Simpson. Porém, tem dois poloneses de nomes difícies de se pronunciar, Mateusz Kusznierewicz/ Dominik Zycki, brigam por fora pelo ouro.
Na série Países em Londres, vou analisar as pretensões dos principais países do quadro de medalhas. Quando necessário, vou juntas alguns países e apresentar regiões do mundo. Objetivo é chegar até o dia 27 de julho tendo falado ao menos UM POUCO de cada um dos países.
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quinta-feira, 24 de maio de 2012
Passaporte Carimbado Pamela Oliveira
Se voltamos um ano no tempo, poucos acreditavam que Pamela Oliveira se classificaria para a Olimpíada de Londres. Carla Moreno estava com a classificação encaminhada e Pamela estava bem atrás no ranking. Porém, desde a medalha de bronze no Pan de Guadalajara, ela melhorou muito e já garantiu a vaga na sua primeira Olimpíada.
Esse ano, ela conseguiu a medalha de prata na importante Copa do Mundo do México, classificação que praticamente lhe garantiu na Olimpíada: "Era uma prova particular, com um calor mexicano. Eu estava motivada pois sabia que minha vaga poderia ser ganha ali. Foi um dia que deu tudo certo".
A primeira Olimpíada em que o triatlo fez parte do programa foi em 2000 e lá o Brasil conseguiu o melhor resultado, com a 11 posição de Sandra Soldan. "Pensar nas primeiras posições seria sonhar alto, quero obter o melhor resultado da história do Brasil em Olimpíadas" garante ela que, além da prata no México, tem a nona posição na Copa do Mundo do Japão.
Nesse ano, Pamela melhorou muito sua corrida, que era seu ponto fraco, e chegou a correr os 10km em algumas provas abaixo dos 36 minutos. "Além de treinar, reduzi meu peso. Estar mais leve me ajudou a correr mais rápido".
Pamela já tem a prova que fará em Londres na cabeça: "Uma prova boa pra mim é com uma natação forte,onde já se separa um grupo pequeno que irão trabalhar juntas na bike, abrindo do grande pelotão atrás. Depois sair pra correr com uma certa vantagem"
Pela fase que a Pamela está, acredito que ela possa fazer uma prova muito boa e ficar entre as 20 primeiras, principalmente por estar correndo cada vez melhor.
A Série Passaporte Carimbado falará das chances de cada um dos brasileiros que vão a Londres. Objetivo é chegar aos Jogos Olímpicos tendo entrevistado TODOS os brasileiros de provas individuais e uma boa parte dos coletivos.
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Preview Londres- Vela
Depois de fazer as "previsões" das medalhas do ciclismo pista, esgrima e tiro, hoje vou falar da vela, modalidade que mais medalhas trouxe para o Brasil na história da Olimpíada. São 10 classes, seis masculinas e quatro femininas.
PAÍS A SER BATIDO
Grã Bretanha
Os anfitriões conhecem a raia de disputa como ninguém e isso já é um bom passo para se dar bem nos Jogos, já que a vela depende muito das condições do clima. No Mundial do ano passado, foram seis medalhas mas apenas uma de ouro, um desempenho que considerado ruim mas eles tiveram bastante problemas(leia mais abaixo). Na história olímpica, os britânicos lideram o quadro de medalhas da modalidade com 24 ouros.
O CONFRONTO
Ian Percy/Andrew Simspon X Robert Scheidt/Bruno Prada- Classe Star
Depois do mundial que terminou na semana passada, em que Robert Scheidt e Bruno Prada foram campeões com uma estrategia agressiva em que na última regata ficaram ""fechando"" de forma legal seus rivais britânicos, acho que esse confronto será o mais interessante da vela olímpica e não digo isso porque envolve brasileiro.
Os britânicos tem ao seu favor o fato de correrem em casa e serem atuais campeões olímpicos. Os brasileiros são atuais bicampeões olímpicos e estão invictos em competições internacionais há mais de um ano.
O CARA
Ben Ainsile
O britânico está atrás de sua quinta medalha olímpica, a quarta de ouro e o tri na classe finn. Foi rival deRobert Scheidt na classe laser em 96 e 2000, com um título para cada lado. Desde então, tem domínio total da classe finn, vencendo grande parte das grandes competições com vitórias em mais de 50% das regatas. No mundial do ano passado, porém, brigou com um jornalista e por isso perdeu todos os pontos de uma regata e acabou em 11º.
É muito favorito ao ouro na classe finn.
A CARA
Lee Korzitz(ISR)
Israel tem uma certa tradição na vela, principalmente na classe RS:x(antiga mistral). Lee é atual bicampeã mundial da prova e entra em Londres como favorita ao ouro, apesar de ter de enfrentar a experiente Alessandra Sensini, italiana que está atrás de sua quinta medalha olímpica.Quando foi campeã mundial da classe em 2003, aos 19 anos, se tornou a mais jovem mulher do país a ganhar um mundial em qualquer modalidade. Em 2009, sofreu um acidente durante uma regata em que quebrou duas costelas e alguns médicos diziam que ela jamais poderia voltar a velejar competitivamente. Que nada, no ano seguinte voltou e em 2011 foi campeã mundial.
A SURPRESA
Gintare Scheidt(LIT)
A esposa do brasileiro Robert Scheidt foi medalha de prata na última medalha e tem sido presença constante no pódio das principais competições, inclusive foi campeã mundial da classe laser no campeonato que terminou há uma semana. Porém, ela não aparece como favorita ao ouro em Londres porque nas regatas a expectativa é de ventos médios para forte e ela é pequenina, pesa cerca de 60kg, o que é ruim quando as provas estão com ventos fortes.
A PROVA DISPUTADA
Classe RS:X
Nos últimos seis mundiais, seis campeões diferentes. Com certeza, no mínimo dez atletas chegam a Londres como possíveis medalhistas. Por enquanto, nenhum favorito absoluto. Tom Ashley, da Nove Zelândia, é o atual campeão olímpico e campeão mundial em 2008. O atual campeão mundial é o holandês Dorian Van Rijsselberghe. Os poloneses piotr Myszka e Przemyslaw Miarczynski foram campeões e vice no mundial de 2010 e o país ainda não decidiu quem irá ser o representante. Ricardo Winick foi quarto em Atenas, naquele final incrível em que a medalha escapou, e quinto em Pequim e segue entre os melhores do mundo. O campeão mundial de 2009, Nick Dempsey, bronze em Atenas também vai com boas chances. O israelense Nimrod Mashiach quer manter a tradição do país na RS:x e também está bem. A briga vai ser boa.
A MUDANÇA
Classe Match Race
A principal mudança no programa olímpica foi a entrada da Elliot 6, classe que é disputada em Match Race, com embarcações de três mulheres. EUA, França e Grã Bretanha são os favoritos ao pódio. As maiores mudanças serão para 2016, quando muitas classes serão trocadas, mas isso fica para próxima
MEDALHAS
CLASSE LASER MASCULINO
Ouro- Tom Slingsby(AUS)
Prata-Andreas Gertizer(AUT)
Bronze- Paul Goodison(GBR)
CLASSE RS:X MASCULINO
Ouro- Piotr Myszka(POL)
Prata- Tom Ashley(NZL)
Bronze- Nimrod Mashiach(ISR)
CLASSE 470 MASCULINO
Ouro- Mathew Belcher/ Malcolm Page(AUS)
Prata- Luke Patience/Staurt Bitchell(GBR)
Bronze- Nicolas Charbonnier/ Jeremie Mion (FRA)
CLASSE FINN
Ouro- Ben Ainsile(GBR)
Prata- Pieter Jan Postma(HOL)
Bronze- Zach Railey(EUA)
CLASSE 49er
Ouro Stevie Morrison/Ben Rhodes(GBR)
Prata- Nathan Outteridge/Lain Jensen(AUS)
Bronze- Emil Toft Nielsen/ Simon Toft Nielsen(DIN)
CLASSE STAR
Ouro- Robert Scheidt/Bruno Prada(BRA)
Prata- Andrew Simpson/ Ian Percy(GBR)
Bronze- Mateusz Kusznierewicz/ Dominik Zycki(POL)
CLASSE RS: FEMININO
Ouro- Lee Korzitz(ISR)
Prata- Marina Alabau(ESP)
Bronze- Zofia Klepacka(POL)
CLASSE LASER FEMININO
Ouro- Marit Bouwmeester(HOL)
Prata- Evi Van Acker(BEL)
Bronze- Alison Young(GBR)
CLASSE 470 FEMININO
Ouro- Hannah Mills/ Saskia Clark(GBR)
Prata- Tara Pacheco/ Berta Bentazos(ESP)
Bronze- Gil Cohen/ Vared Buskila (ISR)
CLASSE MATCH RACE
Ouro- EUA
Prata- Grã Bretanha
Bronze- França
QUADRO DE MEDALHAS VELA
GRÃ BRETANHA 3 - 3- 2
AUSTRÁLIA 2 - 1 - 0
POLONIA 1 - 0 - 2
ISRAEL 1- 0- 2
EUA 1 - 0 - 1
HOLANDA 1 - 1 - 0
BRASIL 1 - 0 - 0
ESPANHA 0 - 2 - 0
AUSTRIA 0 - 1 - 0
NOVA ZELÂNDIA 0 - 1 - 0
FRANÇA 0 - 0 - 2
DINAMARCA 0 - 0 - 1
BELGICA 0 - 1 - 0
QUADRO DE MEDALHAS GERAL
Somando-se os esportes já analisados (Ciclismo pista, esgrima, vela e tiro)
GRÃ BRETANHA 9 - 4 - 3
ITÁLIA 8 - 2 -7
CHINA 5 - 7 -1
AUSTRÁLIA 5 - 5 -3
ALEMANHA 3- 3 -4
RÚSSIA 2 - 4 - 4
EUA 2 - 3 - 5
JAPÃO 2 - 0 - 0
ESPANHA 1 - 2 - 0
NORUEGA 1 - 2 - 0
SERVIA 1 - 1 - 0
HOLANDA 1- 1 - 0
ISRAEL 1 - 0 - 2
POLONIA 1- 0 - 2
BELARUS 1 - 0 - 0
BRASIL 1 - 0 - 0
ESLOVÁQUIA 1 - 0 - 0
FRANÇA 0- 2 - 4
ROMÊNIA 0 - 2 - 1
NOVA ZELÂNDIA 0 - 1 - 2
LITUANIA 0 - 1 - 1
CANADÁ 0 - 1 - 0
AUSTRIA 0 - 1- 0
ESTONIA 0 - 1 - 0
BELGICA 0 - 1 - 0
HUNGRIA 0 - 1 - 0
COREIA DO SUL 0 - 0 - 3
UCRÂNIA 0 - 0- 1
DINAMARCA 0 - 0 - 1
No preview de Londres, periodicamente, colocarei os favoritos a medalha em cada uma das 302 provas que vamos ter em Londres. Objetivo é chegar no dia 27 de julho, o da abertura, com as previas de todas as provas e, consequentemente, o quadro de medalhas
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
Passaporte Carimbado- Esquiva
"Estou confiante em subir ao pódio, vou buscar uma medalha"
É com essa confiança que o boxeador da categoria até 75kg, Esquiva Falcão fala sobre a Olimpíada. Ele conseguiu a classificação para Londres ao conquistar a medalha de bronze no mundial do ano passado,um resultado espetacular que só não foi mais comentado porque Everton Lopes conseguiu, no mesmo mundial, o inédito ouro para o Brasil.
Esquiva é jovem, mas desde 2009 mostra seu valor. Lutava na categoria até 69kg e derrotou o campeão do Pan de 2007, Pedro Lima. No fim de 2010, mudou de peso e , em 2011, começou o ano mal, sem a vaga nos Jogos Pan-Americanos. Ele disputou um pré-pan, não se classificou e, na qualificação seguinte, David Lourenço garantiu presença no Pan de Guadalajara.
Porém, garantiu presença no mundial, que foi disputado dias antes do Pan, e foi brilhante. Venceu um australiano, um atleta de Senegal e um inglês até chegar as quartas-de-final contra um atleta do Cazaquistão, um velho conhecido. Luta parelha e vitória brasileira por 13 a 10. Vaga na semi, vaga olímpica e medalha no mundial garantidas. Aí, ele não teve chances contra o japonês Ryota Murata.
O grande motivo desses bons resultados, ele fala de cara: "São os intercambios. É importante enfrentar os atletas da Europa, treinar com eles, porque eles são melhores do que os das Américas.
Perguntei para o atleta de apenas 21 anos se ele se sente pressionado para ganhar a medalha, já que foi bronze no último mundial: " Não é uma pressão. Os atletas vão me ver como um lutador mais difícil de se ganhar".
Ao ser perguntado se ele acha que foi muito estudado pelos adversários e que seus rivais já sabem o que vai fazer em cima do ringue, ele utiliza bem seu nome e se Esquiva. " Não me conhecem nada. Todo mundo vai me conhecer na Olimpíada, quando eu ganhar a medalha".
Acredito que Esquiva tenha chances sim de medalha, apesar de não ser um dos favoritos. Está bem, é medalhista em mundial e tem como principal golpe o cruzado de direita. "Esse, sempre pontua" garante.
A série Passaporte Carimbado falará das chances de cada um dos brasileiros que vão a Londres. Objetivo é chegar aos Jogos Olímpicos tendo entrevistado TODOS os brasileiros de provas individuais e uma boa parte dos coletivos.
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É com essa confiança que o boxeador da categoria até 75kg, Esquiva Falcão fala sobre a Olimpíada. Ele conseguiu a classificação para Londres ao conquistar a medalha de bronze no mundial do ano passado,um resultado espetacular que só não foi mais comentado porque Everton Lopes conseguiu, no mesmo mundial, o inédito ouro para o Brasil.
Esquiva é jovem, mas desde 2009 mostra seu valor. Lutava na categoria até 69kg e derrotou o campeão do Pan de 2007, Pedro Lima. No fim de 2010, mudou de peso e , em 2011, começou o ano mal, sem a vaga nos Jogos Pan-Americanos. Ele disputou um pré-pan, não se classificou e, na qualificação seguinte, David Lourenço garantiu presença no Pan de Guadalajara.
Porém, garantiu presença no mundial, que foi disputado dias antes do Pan, e foi brilhante. Venceu um australiano, um atleta de Senegal e um inglês até chegar as quartas-de-final contra um atleta do Cazaquistão, um velho conhecido. Luta parelha e vitória brasileira por 13 a 10. Vaga na semi, vaga olímpica e medalha no mundial garantidas. Aí, ele não teve chances contra o japonês Ryota Murata.
O grande motivo desses bons resultados, ele fala de cara: "São os intercambios. É importante enfrentar os atletas da Europa, treinar com eles, porque eles são melhores do que os das Américas.
Perguntei para o atleta de apenas 21 anos se ele se sente pressionado para ganhar a medalha, já que foi bronze no último mundial: " Não é uma pressão. Os atletas vão me ver como um lutador mais difícil de se ganhar".
Ao ser perguntado se ele acha que foi muito estudado pelos adversários e que seus rivais já sabem o que vai fazer em cima do ringue, ele utiliza bem seu nome e se Esquiva. " Não me conhecem nada. Todo mundo vai me conhecer na Olimpíada, quando eu ganhar a medalha".
Acredito que Esquiva tenha chances sim de medalha, apesar de não ser um dos favoritos. Está bem, é medalhista em mundial e tem como principal golpe o cruzado de direita. "Esse, sempre pontua" garante.
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Todos os países- Magreb
Hoje vou falar de todos os países da região do Magreb da África, aquela que fica no norte do continente, que alguns chamam de África Branca. Marrocos, Argélia, Líbia, Mauritânia e Tunísia.
MARROCOS
É o país mais tradicional da região, conquistou seis ouros, cinco pratas e 10 bronzes na história dos Jogos Olímpicos, quase todas vindas do atletismo. Não é um daqueles países africanos com tanta tradição nas provas de fundo, como Quenia e Etiopia, mas conseguiu a maioria de seus títulos nesse tipo de prova.
Para Londres, já estão classificados até o momento 73 atletas.
ATLETISMO
O país conseguiu com que três atletas chegassem ao índice olímpico em três provas, os 1500m masculino e feminino e a maratona feminina. Nenhum atleta vai a Londres como favorito ao pódio, mas alguns podem brigar por algo, como Mohamed Moustaoi, que teve um dos melhores tempos dos 1500m ano passado e Marian Seusoule no feminino é uma das poucas atletas que conseguem correr na casa dos 4m00s.
BOXE
Como o pré olímpico africano, apesar de ter bons boxeadores, não é dos mais fortes, a equipe do país vai grande para Olimpíada, com sete boxeadores em busca de manter uma certa tradição do país na modalidade, em que já teve 3 bronzes na história.
TUNÍSIA
Na história dos Jogos, são duas medalhas de ouro, três pratas e três bronzes. A única grande chance de medalha é com Oussama Mellouli, na natação. Mas é interessante ver que o time conseguiu a classificação para Olimpíada no handebol e no basquete masculinos. O boxe feminino também se destacou, com duas vagas
DEIXA THIAGO PEREIRA NO CHINELO
e em Londres quem será o destaque é o nadador Oussama Mellouli, atual campeão olímpico dos 1500m. O currículo do nadador é vasto mas uma das coisas mais impressionante que ele já fez foi ter ganho 15 medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Árabes do ano passado. Isso mesmo, ele venceu 15 provas- 50m,100m,200m,400m,800m e 1500m livre, 100m e 200m costas, 200m peito, 50m, 100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley e dois revezamentos.Tudo isso em sete dias de competição.
Deixa os seis ouros de Thiago Pereina no chinelo.
Mellouli é dos fortes candidatos ao pódio na natação
ARGÉLIA
O país tem na história olímpica quatro medalhas de ouro, duas pratas e oito bronze. Atletismo, judô e boxe foram os esportes medalhados e,atualmente, as melhores chances de medalha estão concentradas nos tatames.
Na categoria até 52kg, Soraya Haddad, atual medalhista de bronze em Jogos Olímpicos, que repetir o feito de quatro anos atrás. Ela foi bronze no Masters que reuniu as 16 melhores do mundo e foi prata no Grand Slam de Paris, ano passado.
O boxe conquistou oito vagas para a Olimpíada e outro destaque entre os classificados é a seleção feminina de vôlei.
LÍBIA
O país foi o centro das atenções do mundo no último ano mas na Olimpíada não tem nenhuma tradição, jamais conquistou uma medalha. Para Londres, por enquanto, tem apenas dois classificados, um na maratona e outro no judô. Ahmed Elkawisah conseguiu a vaga na categoria até 66kg, por ter o melhor ranking entre os africanos na categoria após o título continental conquistado esse ano. A e xpectativa é chegar a um total de nove atletas.
VOLTA DO ESPORTE
Com o fim da Era Maummar Kadafi na Líbia, alguns esportes que antes eram proíbidos por sua violência, como boxe, esgrima e Luta Olímpica voltaram a ser praticados no país. "Todos os esportes foram manipulados por Kadafi e seus filhos" diz o melhor esgrimista do país, Mohamed Faraj, que ainda espera um convite para participar da Olimpíada e é treinado desde o início do ano por um técnico egípcio, país que tem mais tradição na modalidade.
MAURITANIA
O país vai para a oitava participação seguida, sem nunca ter ganho uma medalha. Nenhum atleta está classificado por méritos, então a delegação deverá ter apenas atletas convidados, principalmente nas provas de atletismo e natação. Todos os atletas da história do país foram convidados, sempre no atletismo, e nenhum jamais passou para segunda rodada
MAGREB x BRASIL
Soraya Haddad será uma das principais rivais de Erika Miranda pela medalha em Londres. As duas jamais se enfrentaram em lutas oficiais, mas já dividiram o pódio em algumas competições.
Na série Países em Londres, vou analisar as pretensões dos principais países do quadro de medalhas. Quando necessário, vou juntas alguns países e apresentar regiões do mundo. Objetivo é chegar até o dia 27 de julho tendo falado ao menos UM POUCO de cada um dos países.
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MARROCOS
É o país mais tradicional da região, conquistou seis ouros, cinco pratas e 10 bronzes na história dos Jogos Olímpicos, quase todas vindas do atletismo. Não é um daqueles países africanos com tanta tradição nas provas de fundo, como Quenia e Etiopia, mas conseguiu a maioria de seus títulos nesse tipo de prova.
Para Londres, já estão classificados até o momento 73 atletas.
ATLETISMO
O país conseguiu com que três atletas chegassem ao índice olímpico em três provas, os 1500m masculino e feminino e a maratona feminina. Nenhum atleta vai a Londres como favorito ao pódio, mas alguns podem brigar por algo, como Mohamed Moustaoi, que teve um dos melhores tempos dos 1500m ano passado e Marian Seusoule no feminino é uma das poucas atletas que conseguem correr na casa dos 4m00s.
BOXE
Como o pré olímpico africano, apesar de ter bons boxeadores, não é dos mais fortes, a equipe do país vai grande para Olimpíada, com sete boxeadores em busca de manter uma certa tradição do país na modalidade, em que já teve 3 bronzes na história.
TUNÍSIA
Na história dos Jogos, são duas medalhas de ouro, três pratas e três bronzes. A única grande chance de medalha é com Oussama Mellouli, na natação. Mas é interessante ver que o time conseguiu a classificação para Olimpíada no handebol e no basquete masculinos. O boxe feminino também se destacou, com duas vagas
DEIXA THIAGO PEREIRA NO CHINELO
e em Londres quem será o destaque é o nadador Oussama Mellouli, atual campeão olímpico dos 1500m. O currículo do nadador é vasto mas uma das coisas mais impressionante que ele já fez foi ter ganho 15 medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Árabes do ano passado. Isso mesmo, ele venceu 15 provas- 50m,100m,200m,400m,800m e 1500m livre, 100m e 200m costas, 200m peito, 50m, 100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley e dois revezamentos.Tudo isso em sete dias de competição.
Deixa os seis ouros de Thiago Pereina no chinelo.
Mellouli é dos fortes candidatos ao pódio na natação
ARGÉLIA
O país tem na história olímpica quatro medalhas de ouro, duas pratas e oito bronze. Atletismo, judô e boxe foram os esportes medalhados e,atualmente, as melhores chances de medalha estão concentradas nos tatames.
Na categoria até 52kg, Soraya Haddad, atual medalhista de bronze em Jogos Olímpicos, que repetir o feito de quatro anos atrás. Ela foi bronze no Masters que reuniu as 16 melhores do mundo e foi prata no Grand Slam de Paris, ano passado.
O boxe conquistou oito vagas para a Olimpíada e outro destaque entre os classificados é a seleção feminina de vôlei.
LÍBIA
O país foi o centro das atenções do mundo no último ano mas na Olimpíada não tem nenhuma tradição, jamais conquistou uma medalha. Para Londres, por enquanto, tem apenas dois classificados, um na maratona e outro no judô. Ahmed Elkawisah conseguiu a vaga na categoria até 66kg, por ter o melhor ranking entre os africanos na categoria após o título continental conquistado esse ano. A e xpectativa é chegar a um total de nove atletas.
VOLTA DO ESPORTE
Com o fim da Era Maummar Kadafi na Líbia, alguns esportes que antes eram proíbidos por sua violência, como boxe, esgrima e Luta Olímpica voltaram a ser praticados no país. "Todos os esportes foram manipulados por Kadafi e seus filhos" diz o melhor esgrimista do país, Mohamed Faraj, que ainda espera um convite para participar da Olimpíada e é treinado desde o início do ano por um técnico egípcio, país que tem mais tradição na modalidade.
MAURITANIA
O país vai para a oitava participação seguida, sem nunca ter ganho uma medalha. Nenhum atleta está classificado por méritos, então a delegação deverá ter apenas atletas convidados, principalmente nas provas de atletismo e natação. Todos os atletas da história do país foram convidados, sempre no atletismo, e nenhum jamais passou para segunda rodada
MAGREB x BRASIL
Soraya Haddad será uma das principais rivais de Erika Miranda pela medalha em Londres. As duas jamais se enfrentaram em lutas oficiais, mas já dividiram o pódio em algumas competições.
Na série Países em Londres, vou analisar as pretensões dos principais países do quadro de medalhas. Quando necessário, vou juntas alguns países e apresentar regiões do mundo. Objetivo é chegar até o dia 27 de julho tendo falado ao menos UM POUCO de cada um dos países.
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Quem não se classificou-João Junior
Durante todo o ciclo olímpico, os 100m peito masculino do Brasil viu uma grande briga pelas vagas nas principais competições.E João Junior acabou de fora na maioria delas, apesar de sempre conquistar o índice.
No mundial de 2009,em Roma,ele foi finalista dos 50m peito,prova não olímpica.Nos 100m, conseguiu se classificar para a competição, mas parou na primeira rodada. No mundial de 2010, perdeu a vaga na prova olímpica para Felipe França e Henrique Barbosa.
No Mundial de Roma e no Pan de Guadalajara, ele acabou de fora do time principal pois outros atletas fizeram índices melhores que o seu.
Por fim, teve um disputa centésimo a centésimo com Felipe Lima e Henrique Barbosa pela segunda vaga brasileira nos 100m peito para os Jogos de Londres. Chegou a, com o tempo de 1m00s40, a estar entre os classificados até a penúltima seletiva, quando Lima voltou a nadar melhor e tirar a vaga de João.
Isso é bom para natação brasileira. Ter um atleta que seja bom, faça índices e não vá para Olimpíada. Valoriza a classificação de outros atletas. Se existisse um revezamento quatro por cem peito, o Brasil só perderia para o Japão.
Ontem, por exemplo, aconteceu a final dos 100m peito no campeonato europeu. A competição está um pouco esvaziada e fora de época, mas o ouro foi para o italiano Fabio Scozolli com o tempo de 1m00s55. Brasil tem três atletas abaixo dessa marca.
Força João! Agora o foco é o no mundial de piscina curta, ainda esse ano, e principalmente no de longa ano que vem
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No mundial de 2009,em Roma,ele foi finalista dos 50m peito,prova não olímpica.Nos 100m, conseguiu se classificar para a competição, mas parou na primeira rodada. No mundial de 2010, perdeu a vaga na prova olímpica para Felipe França e Henrique Barbosa.
No Mundial de Roma e no Pan de Guadalajara, ele acabou de fora do time principal pois outros atletas fizeram índices melhores que o seu.
Por fim, teve um disputa centésimo a centésimo com Felipe Lima e Henrique Barbosa pela segunda vaga brasileira nos 100m peito para os Jogos de Londres. Chegou a, com o tempo de 1m00s40, a estar entre os classificados até a penúltima seletiva, quando Lima voltou a nadar melhor e tirar a vaga de João.
Isso é bom para natação brasileira. Ter um atleta que seja bom, faça índices e não vá para Olimpíada. Valoriza a classificação de outros atletas. Se existisse um revezamento quatro por cem peito, o Brasil só perderia para o Japão.
Ontem, por exemplo, aconteceu a final dos 100m peito no campeonato europeu. A competição está um pouco esvaziada e fora de época, mas o ouro foi para o italiano Fabio Scozolli com o tempo de 1m00s55. Brasil tem três atletas abaixo dessa marca.
Força João! Agora o foco é o no mundial de piscina curta, ainda esse ano, e principalmente no de longa ano que vem
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terça-feira, 22 de maio de 2012
Bruno Prada
Conversei agora há pouco com Bruno Prada, que veio aqui na Record participar do programa Esporte Record News.
O cara realmente é muito simpático, falou durante quase uma hora no programa ao lado de Álvaro José e Eduardo Vaz. Depois que ele saiu do ar fui conversar com ele.
Perguntei sobre os britânicos Ian Percy e Andrew Simpson, a resposta foi direta: "Eles devem tá putos com a gente, mas são coisas do esporte, eles perderam o mundial na quinta regata"
Ele se referiu ao mundial que terminou há uma semana. Foi uma competição diferente, com apenas seis regatas, e os brasileiros foram campeões com uma estratégia "agressiva" como o próprio Bruno disse.
Sabendo que os britânicos estavam na frente na classificação, mas tinham um 17º lugar que estava sendo descartado(feitos na quinta regata), os brasileiros fizeram praticamente um Match Race com os britânicos, colando neles durante toda a regata. As duas duplas ficaram lá atrás na regata e os brasileiros saíram campeões.
Até a Olimpíada, a dupla vai ter três períodos de treinamento no próprio local que vai ser a Olimpíada, em Weymonth, inclusive disputarão a etapa da Copa do Mundo que acontecerá lá.
Apesar dos sucessivos títulos nos dois últimos anos, Bruno jogou o favoritismo para os britânicos: "Eles são favoritos, eles jogam em casa e são campeões olímpicos". Bruno citou de novo que o mais importante é a velocidade de prova: "A gente está sempre veloz, o que dá margem para cometermos alguns errinhos".
O mais importante de Robert e Bruno é a regularidade impressionante.
Foram campeões mundiais sem vencer nenhuma regata, mas terminam a maioria delas entre os seis ou sete primeiros colocados e é isso que faz deles terem uma ivencibilidade de mais de um ano em competições internacionais.
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O cara realmente é muito simpático, falou durante quase uma hora no programa ao lado de Álvaro José e Eduardo Vaz. Depois que ele saiu do ar fui conversar com ele.
Perguntei sobre os britânicos Ian Percy e Andrew Simpson, a resposta foi direta: "Eles devem tá putos com a gente, mas são coisas do esporte, eles perderam o mundial na quinta regata"
Ele se referiu ao mundial que terminou há uma semana. Foi uma competição diferente, com apenas seis regatas, e os brasileiros foram campeões com uma estratégia "agressiva" como o próprio Bruno disse.
Sabendo que os britânicos estavam na frente na classificação, mas tinham um 17º lugar que estava sendo descartado(feitos na quinta regata), os brasileiros fizeram praticamente um Match Race com os britânicos, colando neles durante toda a regata. As duas duplas ficaram lá atrás na regata e os brasileiros saíram campeões.
Até a Olimpíada, a dupla vai ter três períodos de treinamento no próprio local que vai ser a Olimpíada, em Weymonth, inclusive disputarão a etapa da Copa do Mundo que acontecerá lá.
Apesar dos sucessivos títulos nos dois últimos anos, Bruno jogou o favoritismo para os britânicos: "Eles são favoritos, eles jogam em casa e são campeões olímpicos". Bruno citou de novo que o mais importante é a velocidade de prova: "A gente está sempre veloz, o que dá margem para cometermos alguns errinhos".
O mais importante de Robert e Bruno é a regularidade impressionante.
Foram campeões mundiais sem vencer nenhuma regata, mas terminam a maioria delas entre os seis ou sete primeiros colocados e é isso que faz deles terem uma ivencibilidade de mais de um ano em competições internacionais.
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Boxe
Nove atletas, nove chances de medalhas.
É assim que eu vejo o boxe brasileiro em Londres.
É claro que o Brasil não subirá nove vezes ao pódio em Londres, longe disso, mas acho que todos vão com chances de medalhas. Algo parecido com que acontece no judô, mas em menores proporções pois na luta japonesa o Brasil já é uma potência mundial, enquanto que no pugilismo somos emergentes.
Coloco com chances reais de medalha e até favorito ao pódio Everton Lopes e Yamaguchi Falcão.
O primeiro por ser o atual campeão mundial, conquista inédita para o país. O segundo por ser muito bom e não ter ido mais longe no último mundial pois encontrou o futuro campeão já nas oitavas-de-final. Como o boxe dá medalha de bronze aos dois perdedores da semifinal, é possível que com apenas duas vitórias na Olimpíada a medalha já esteja garantida;
Num patamar abaixo, naqueles que podem surpreender coloco Adriana Araujo, Esquiva Falcão, Myke Carvelho e Robson Conceição. Todos com seus méritos.
Adriana, por exemplo, é sete vezes campeã continental e foi quinta colocada no mundial que terminou semana passada. Se pensarmos que são apenas 12 atletas na categoria, com um pouco de “””sorte””” com uma vitória garante a medalha de bronze.
Acho errado isso. Num evento como a Olimpíada, creio que vencer apenas uma luta e medalhar é deixar um pódio olímpico desvalorizado. Tinha de ser 16 atletas por categoria, mas tudo bem...
Myke e Esquiva são os opostos que vão com a mesma chance em Londres, na minha opnião. Myke é experiente, vai para sua terceira Olimpíada, e Esquiva é novo. Myke batalha há 10 anos na seleção e jamais medalhou em mundiais enquanto Esquiva “”chegou ontem”” e foi bronze no mundial do ano passado. Vão com chances sim de medalhas, apesar de não favoritos, são candidatos.
Por fim Robson Conceição, que está muito bem. No último mundial venceu o campeão olímpico mas teve o resultado trocado no dia seguinte numa das maiores confusões da competição. Venceu um torneio na Rússia há duas semanas, está muito bem na categoria até 60kg. Está bem.
No patamar do que não são nem favoritos nem candidatos ao pódio, mas naqueles que tem que se abrir os olhos coloco Julião, Robenilson e a Roseli Feitosa. Chamo essa categoria de “Ketleyn Quadros”. Aqueles atletas que não tem muita atenção mas que chegam como franco atiradores, assim como Ketlyn chegou no judô na última Olimpíada e subiu ao pódio.
Não duvide deles.
Roseli não vive uma boa fase. Sua última grande luta foi no pré pan do ano passado, quando venceu a campeã mundial Mary Spencer. Depois disso, perdeu sua única luta no Pan e ainda assim foi bronze. No Mundial, perdeu na primeira luta mas ainda assim conseguiu a vaga. Quem sabe na Olimpíada não renasça e suba ao pódio. Dependendo da chave, uma vitória lhe dá o pódio.
Julião e Robenilson são muito bons e provaram isso no Pan de Guadalajara e no pré olímpico continental desse ano. Só que ainda não conquistaram grandes resultados internacionais. Julião não disputou o mundial do ano passado por opção da comissão técnica enquanto Robenilson perdeu na estréia por 18 a 13 para um cubano.
Como disse aqui outro dia, minha aposta são duas medalhas de bronze. E não estou sendo tão otimista...
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É assim que eu vejo o boxe brasileiro em Londres.
É claro que o Brasil não subirá nove vezes ao pódio em Londres, longe disso, mas acho que todos vão com chances de medalhas. Algo parecido com que acontece no judô, mas em menores proporções pois na luta japonesa o Brasil já é uma potência mundial, enquanto que no pugilismo somos emergentes.
Coloco com chances reais de medalha e até favorito ao pódio Everton Lopes e Yamaguchi Falcão.
O primeiro por ser o atual campeão mundial, conquista inédita para o país. O segundo por ser muito bom e não ter ido mais longe no último mundial pois encontrou o futuro campeão já nas oitavas-de-final. Como o boxe dá medalha de bronze aos dois perdedores da semifinal, é possível que com apenas duas vitórias na Olimpíada a medalha já esteja garantida;
Num patamar abaixo, naqueles que podem surpreender coloco Adriana Araujo, Esquiva Falcão, Myke Carvelho e Robson Conceição. Todos com seus méritos.
Adriana, por exemplo, é sete vezes campeã continental e foi quinta colocada no mundial que terminou semana passada. Se pensarmos que são apenas 12 atletas na categoria, com um pouco de “””sorte””” com uma vitória garante a medalha de bronze.
Acho errado isso. Num evento como a Olimpíada, creio que vencer apenas uma luta e medalhar é deixar um pódio olímpico desvalorizado. Tinha de ser 16 atletas por categoria, mas tudo bem...
Myke e Esquiva são os opostos que vão com a mesma chance em Londres, na minha opnião. Myke é experiente, vai para sua terceira Olimpíada, e Esquiva é novo. Myke batalha há 10 anos na seleção e jamais medalhou em mundiais enquanto Esquiva “”chegou ontem”” e foi bronze no mundial do ano passado. Vão com chances sim de medalhas, apesar de não favoritos, são candidatos.
Por fim Robson Conceição, que está muito bem. No último mundial venceu o campeão olímpico mas teve o resultado trocado no dia seguinte numa das maiores confusões da competição. Venceu um torneio na Rússia há duas semanas, está muito bem na categoria até 60kg. Está bem.
No patamar do que não são nem favoritos nem candidatos ao pódio, mas naqueles que tem que se abrir os olhos coloco Julião, Robenilson e a Roseli Feitosa. Chamo essa categoria de “Ketleyn Quadros”. Aqueles atletas que não tem muita atenção mas que chegam como franco atiradores, assim como Ketlyn chegou no judô na última Olimpíada e subiu ao pódio.
Não duvide deles.
Roseli não vive uma boa fase. Sua última grande luta foi no pré pan do ano passado, quando venceu a campeã mundial Mary Spencer. Depois disso, perdeu sua única luta no Pan e ainda assim foi bronze. No Mundial, perdeu na primeira luta mas ainda assim conseguiu a vaga. Quem sabe na Olimpíada não renasça e suba ao pódio. Dependendo da chave, uma vitória lhe dá o pódio.
Julião e Robenilson são muito bons e provaram isso no Pan de Guadalajara e no pré olímpico continental desse ano. Só que ainda não conquistaram grandes resultados internacionais. Julião não disputou o mundial do ano passado por opção da comissão técnica enquanto Robenilson perdeu na estréia por 18 a 13 para um cubano.
Como disse aqui outro dia, minha aposta são duas medalhas de bronze. E não estou sendo tão otimista...
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Calma, muita calma
O brasileiro precisa estar vencendo sempre e isso é ruim. As pessoas colocam pressão nos atletas até em competições pouco importantes como o GP de atletismo do Rio e essa primeira fase da Liga Mundial que todo mundo sabe que o Brasil vai se classificar.
Há algumas semanas vi muita gente reclamando de Juliana e Larissa que, após três etapas do Circuito Mundial, não tinham ganho nenhuma, com uma prata, um bronze e um quarto lugar. “O alerta está ligado” foi o que eu mais li. Pô, as meninas tiveram um 2011 perfeito com títulos do Circuito Mundial e brasileiro e o mais importante que foi o ouro no Campeonato Mundial. Querem que 2012 comecem da mesma forma. Com calma, elas vão colocando a mão na rota certa. Já venceram um Grand Slam e é a única dupla presente nas quatro semifinais do circuito Mundial do ano.
Agora já estão falando “Brasil não será medalha em Londres no vôlei masculino”. Calma. O Brasil está na segunda das 10 semanas de trabalho até a Olimpíada, está disputando sem três dos principais jogadores, está fora de casa nesse primeiro quadriangular da Liga Mundial. Terminou o fim-de-semana com duas derrotas por 3x2 e uma vitória por 3x1, com cinco pontos. Todo mundo sabe que o Brasil vai se classificar para segunda fase.Desde 89, nos mais variados regulamentos, o Brasil só não se classificou uma vez.
É ir com calma, o Brasil está arrumando as coisas, encaixando o jogo, voltando de uma longa competição que é a SuperLiga.
O mesmo com Fabiana Murer. “Xi, duas competições já que ela só fez 4m50”. Fez mesmo só 4m50, não é bom. Claro que não é bom, ninguém gosta de perder. Mas foram as duas primeiras competições dela na temporada inteira. E outra coisa que o Élson, técnico da atleta, me falou outro dia. “O que importa é a Olimpíada, o ano passado a Fabiana não vinha fazendo boas marcas, chegou no campeonato mundial e foi campeã”.
Então calma. Fabiana continua sendo uma das favoritas a medalha mesmo que em cinco dias tenha disputado duas competições e saltado apenas 4m50.
E os jornalistas e torcedores também trabalham de forma contrária. Acham que Jonathan Henrique e Mauro Vinicius “Duda” vão chegar como favoritos a Londres por causa do que fizeram em fevereiro e março nesse ano. Não vão.
Jonathan tem até hoje a segunda marca do ano no salto triplo, 17m39, que é um baita salto. Mas como Nélio disse no dia da marca de seu pupilo: “Tem que ser regular acima dos 17m se quiser alguma coisa em Londres”. E Jonathan ainda não fez nenhuma vez acima dos 17m.
Já Duda, mais experiente, teve um começo de ano muito consistente, saltou se não me engano quatro vezes acima dos 8m20. Mas desde março não salta acima dos 8 metros. Se quiser fazer alguma coisa em Londres, ele precisa ser regular.
Só que, no ranking mundial, Jonathan é segundo e Duda foi campeão mundial esse ano. Então todo mundo acha que eles vão brigar diretamente pelo pódio em Londres.
E só porque outros times ou atletas não venceram nesse início de ano, já tem gente colocando em xeque um ciclo olímpico inteiro bem trabalhado.
Calma, muita calma
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Há algumas semanas vi muita gente reclamando de Juliana e Larissa que, após três etapas do Circuito Mundial, não tinham ganho nenhuma, com uma prata, um bronze e um quarto lugar. “O alerta está ligado” foi o que eu mais li. Pô, as meninas tiveram um 2011 perfeito com títulos do Circuito Mundial e brasileiro e o mais importante que foi o ouro no Campeonato Mundial. Querem que 2012 comecem da mesma forma. Com calma, elas vão colocando a mão na rota certa. Já venceram um Grand Slam e é a única dupla presente nas quatro semifinais do circuito Mundial do ano.
Agora já estão falando “Brasil não será medalha em Londres no vôlei masculino”. Calma. O Brasil está na segunda das 10 semanas de trabalho até a Olimpíada, está disputando sem três dos principais jogadores, está fora de casa nesse primeiro quadriangular da Liga Mundial. Terminou o fim-de-semana com duas derrotas por 3x2 e uma vitória por 3x1, com cinco pontos. Todo mundo sabe que o Brasil vai se classificar para segunda fase.Desde 89, nos mais variados regulamentos, o Brasil só não se classificou uma vez.
É ir com calma, o Brasil está arrumando as coisas, encaixando o jogo, voltando de uma longa competição que é a SuperLiga.
O mesmo com Fabiana Murer. “Xi, duas competições já que ela só fez 4m50”. Fez mesmo só 4m50, não é bom. Claro que não é bom, ninguém gosta de perder. Mas foram as duas primeiras competições dela na temporada inteira. E outra coisa que o Élson, técnico da atleta, me falou outro dia. “O que importa é a Olimpíada, o ano passado a Fabiana não vinha fazendo boas marcas, chegou no campeonato mundial e foi campeã”.
Então calma. Fabiana continua sendo uma das favoritas a medalha mesmo que em cinco dias tenha disputado duas competições e saltado apenas 4m50.
E os jornalistas e torcedores também trabalham de forma contrária. Acham que Jonathan Henrique e Mauro Vinicius “Duda” vão chegar como favoritos a Londres por causa do que fizeram em fevereiro e março nesse ano. Não vão.
Jonathan tem até hoje a segunda marca do ano no salto triplo, 17m39, que é um baita salto. Mas como Nélio disse no dia da marca de seu pupilo: “Tem que ser regular acima dos 17m se quiser alguma coisa em Londres”. E Jonathan ainda não fez nenhuma vez acima dos 17m.
Já Duda, mais experiente, teve um começo de ano muito consistente, saltou se não me engano quatro vezes acima dos 8m20. Mas desde março não salta acima dos 8 metros. Se quiser fazer alguma coisa em Londres, ele precisa ser regular.
Só que, no ranking mundial, Jonathan é segundo e Duda foi campeão mundial esse ano. Então todo mundo acha que eles vão brigar diretamente pelo pódio em Londres.
E só porque outros times ou atletas não venceram nesse início de ano, já tem gente colocando em xeque um ciclo olímpico inteiro bem trabalhado.
Calma, muita calma
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segunda-feira, 21 de maio de 2012
Passaporte carimbado- Maria Portela
Em 2010, a categoria até 70kg estava vazia na seleção brasileira de judô.Com a mudança de categoria de Mayra Aguiar, que subiu para o peso 78kg, alguém precisava completar a equipe do Brasil e Maria Portela não estava tão bem, tanto que não estava na zona de classificação para Londres na época.
Em 2011, as coisas começaram a mudar e ela passou a levar diversas medalhas em Copas do Mundo e, em 2012, vive uma fase maravilhosa, inclusive terminando a classificação entre as oito melhores e garantiu lugar como cabeça de chave: “ Comecei a ganhar de adversárias mais difíceis, que antes eu não ganhava. Foi só acreditar mais” garante. Ela está no auge da carreira. Esse ano, foi medalha de prata no importante Gran Prix de Dusseldorf, da Alemanha e na última competição válida pelo ranking, foi medalha de ouro no pan-americano da modalidade: “ Ajustei o treino e ganhei daquela cubana. Estudei muito ela mas só comecei a acreditar que podia ganhar dela quando, na Copa do Mundo da Hungria em fevereiro, consegui jogar ela de Waza-ari, mas depois perdi com shido” comentou a gaúcha que tem duas derrotas e uma vitória contra Ônix Cortez. “Nossas lutas vão sempre para o Golden Score e dessa vez ganhei dela”.
Em 2011, foi vice na Copa do Mundo da Polônia,bronze no Grand Slam do Rio, na Copa do Mundo de São Paulo e em Miami. No segundo semestre, foi prata em Tashkent e Almanty, além de ter vencido o evento teste de Londres. Ou seja, foi ao pódio em muitas competições. No mundial, a mais importante, venceu sua eterna freguesa, a canadense Zupancic mas caiu antes de ter oportunidade de lutar na repescagem.
Maria Portela passou a ter mais confiança na sua luta e já pensa em uma medalha em Londres. A própria técnica da seleção, Rosicleia Campos, confia muito na sua pupila.
Seu ponto forte ela sabe muito bem:”É a movimentação porque eu sou mais baixa que todas as outras da minha categorias então eu não posso ficar parada, se não dou a pegada fácil para as adversárias”.
No confronto com as principais adversárias pela medalha, ela leva desvantagem.Contra a supercampeã Lucie Decosse, perdeu a única luta que fez, no mundial por equipes do ano passado. Contra a holandesa Edith Bosh perdeu as duas vezes que a enfrentou, ambas nas quartas-de-final do Grand Slam do Rio, em 2009 e 2010.
Contra a campeã mundial de 2009, a colombiana Yuri Alverar, duas vitórias e duas derrotas, mas vitória no último encontro, no Pan de judô desse ano, em Montreal. Contra a japonesa Kunihara, que foi bronze no último mundial, Portela venceu a única luta que fez, no Gran Prix de Dusseldorf nesse ano.
A fase dela é fantástica. Se fosse para apostar, não apostaria numa medalha mas apostaria que ela briga diretamente pelo pódio. Como será cabeça-de-chave, foge das oito melhores até as quartas. Vai brigar sim pela medalha!
A série Passaporte Carimbado falará das chances de cada um dos brasileiros que vão a Londres. Objetivo é chegar aos Jogos Olímpicos tendo entrevistado TODOS os brasileiros de provas individuais e uma boa parte dos coletivos.
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Em 2011, as coisas começaram a mudar e ela passou a levar diversas medalhas em Copas do Mundo e, em 2012, vive uma fase maravilhosa, inclusive terminando a classificação entre as oito melhores e garantiu lugar como cabeça de chave: “ Comecei a ganhar de adversárias mais difíceis, que antes eu não ganhava. Foi só acreditar mais” garante. Ela está no auge da carreira. Esse ano, foi medalha de prata no importante Gran Prix de Dusseldorf, da Alemanha e na última competição válida pelo ranking, foi medalha de ouro no pan-americano da modalidade: “ Ajustei o treino e ganhei daquela cubana. Estudei muito ela mas só comecei a acreditar que podia ganhar dela quando, na Copa do Mundo da Hungria em fevereiro, consegui jogar ela de Waza-ari, mas depois perdi com shido” comentou a gaúcha que tem duas derrotas e uma vitória contra Ônix Cortez. “Nossas lutas vão sempre para o Golden Score e dessa vez ganhei dela”.
Em 2011, foi vice na Copa do Mundo da Polônia,bronze no Grand Slam do Rio, na Copa do Mundo de São Paulo e em Miami. No segundo semestre, foi prata em Tashkent e Almanty, além de ter vencido o evento teste de Londres. Ou seja, foi ao pódio em muitas competições. No mundial, a mais importante, venceu sua eterna freguesa, a canadense Zupancic mas caiu antes de ter oportunidade de lutar na repescagem.
Maria Portela passou a ter mais confiança na sua luta e já pensa em uma medalha em Londres. A própria técnica da seleção, Rosicleia Campos, confia muito na sua pupila.
Seu ponto forte ela sabe muito bem:”É a movimentação porque eu sou mais baixa que todas as outras da minha categorias então eu não posso ficar parada, se não dou a pegada fácil para as adversárias”.
No confronto com as principais adversárias pela medalha, ela leva desvantagem.Contra a supercampeã Lucie Decosse, perdeu a única luta que fez, no mundial por equipes do ano passado. Contra a holandesa Edith Bosh perdeu as duas vezes que a enfrentou, ambas nas quartas-de-final do Grand Slam do Rio, em 2009 e 2010.
Contra a campeã mundial de 2009, a colombiana Yuri Alverar, duas vitórias e duas derrotas, mas vitória no último encontro, no Pan de judô desse ano, em Montreal. Contra a japonesa Kunihara, que foi bronze no último mundial, Portela venceu a única luta que fez, no Gran Prix de Dusseldorf nesse ano.
A fase dela é fantástica. Se fosse para apostar, não apostaria numa medalha mas apostaria que ela briga diretamente pelo pódio. Como será cabeça-de-chave, foge das oito melhores até as quartas. Vai brigar sim pela medalha!
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Prata na canoagem
Em 2009 falava que duas modalidades iriam surpreender e subir ao pódio em Londres para o Brasil. O boxe e a canoagem. O boxe mantenho, a canoagem não, apesar da melhora nos últimos anos.
Esse fim-de-semana tivemos a Copa do Mundo de canoagem na Polônia. É verdade que em algumas provas estava esvaziada pois o pré olímpico europeu foi disputado na mesma raia três dias antes. Mas é uma etapa da Copa do Mundo que reuniu boa parte da elite da canoagem mundial.
E Nivalter provou mais uma vez que ele tem que estar em Londres de qualquer forma, conquistou a prata no c1 500m, prova não olímpica, e o quarto lugar no c1 200m, que é a prova disputada na Olimpíada. O brasileiro ficou em quinto nos mundiais de 2009 e 2010 e oitavo em 2011, competição que dava sete vagas em Londres. No Pan de Guadalajara, foi prata e só o campeão garantia vaga. Ou seja, é o primeiro reserva em qualquer uma das situações.
A Confederação está tentando de alguma forma conseguir essa vaga para o Brasil, o que seria importantíssimo, já que Nivalter é um real postulante a fazer uma final olímpica.
Quem já está em Londres é a dupla formada por Erlon e Ronilson, no c2 1000m. Esse fim-de-semana conquistaram a prata na prova de c-2 200m, que não é olímpica. Na prova de 1000m, disputada nos Jogos, a dupla ficou em quinto na semifinal e fora dos nove melhores que foram a final.
Os três brasileiros, mais o técnico Pedro Sena e outros membros da Confederação, seguem na Europa para disputar o restante das etapas.
A canoagem, principalmente a canoa(prova chamada de C) cresceu nos últimos quatro anos. Mas, claro, ainda não ganharemos medalhas em Londres, mas para 2016 é bom ficar de olho não só nos três atletas citados acima, que ainda são jovens, como também em Isaquias Quiroz, que é atual campeão mundial Junior.
Acho difícil, mas ainda possa haver alguma chance de Nivalter ir a Londres e se for será finalista com certeza. Já Erlon e Ronilson terão mais dificuldades para ficar entre os nove primeiros, mas tem boas chances, visto muitos resultados conquistados nos últimos anos.
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Esse fim-de-semana tivemos a Copa do Mundo de canoagem na Polônia. É verdade que em algumas provas estava esvaziada pois o pré olímpico europeu foi disputado na mesma raia três dias antes. Mas é uma etapa da Copa do Mundo que reuniu boa parte da elite da canoagem mundial.
E Nivalter provou mais uma vez que ele tem que estar em Londres de qualquer forma, conquistou a prata no c1 500m, prova não olímpica, e o quarto lugar no c1 200m, que é a prova disputada na Olimpíada. O brasileiro ficou em quinto nos mundiais de 2009 e 2010 e oitavo em 2011, competição que dava sete vagas em Londres. No Pan de Guadalajara, foi prata e só o campeão garantia vaga. Ou seja, é o primeiro reserva em qualquer uma das situações.
A Confederação está tentando de alguma forma conseguir essa vaga para o Brasil, o que seria importantíssimo, já que Nivalter é um real postulante a fazer uma final olímpica.
Quem já está em Londres é a dupla formada por Erlon e Ronilson, no c2 1000m. Esse fim-de-semana conquistaram a prata na prova de c-2 200m, que não é olímpica. Na prova de 1000m, disputada nos Jogos, a dupla ficou em quinto na semifinal e fora dos nove melhores que foram a final.
Os três brasileiros, mais o técnico Pedro Sena e outros membros da Confederação, seguem na Europa para disputar o restante das etapas.
A canoagem, principalmente a canoa(prova chamada de C) cresceu nos últimos quatro anos. Mas, claro, ainda não ganharemos medalhas em Londres, mas para 2016 é bom ficar de olho não só nos três atletas citados acima, que ainda são jovens, como também em Isaquias Quiroz, que é atual campeão mundial Junior.
Acho difícil, mas ainda possa haver alguma chance de Nivalter ir a Londres e se for será finalista com certeza. Já Erlon e Ronilson terão mais dificuldades para ficar entre os nove primeiros, mas tem boas chances, visto muitos resultados conquistados nos últimos anos.
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Países em Londres- África do Sul
A África do Sul tem uma história de boicotes nos Jogos Olímpicos. Mas não é ela que quis se ausentar de alguns Jogos Olímpicos, como aconteceu diversas vezes por várias nações. Quem boicotou a África do Sul foi o próprio Comitê Olímpico Internacional, que proibiu que o país participasse do evento em função de regime segregacionista que o país viveu durante o século XX.
De Tóquio, 1964, até Seul 1988 o país esteve ausente de todos os Jogos Olímpicos, causando também um boicote de 32 países africanos aos Jogos de 1972. 26 países africanos além de Iraque e Guiana recusaram-se a participar dos Jogos e se voltaram contra o COI, que não puniu a Nova Zelândia por realizar amistosos contra a África do Sul em excursão do time de rúgbi esporte não-olímpico.
Dona de uma tradição olímpica, a África do Sul foi mal em Pequim. Foi seu pior desempenho em uma edição olímpica, ganhando apenas uma medalha de prata, fato que não ocorria desde as Olimpíadas de Berlim-1936, quando repetiu o mesmo desempenho.
Nos Campeonatos Mundiais do ano passado, foram, ao todo, três medalhas de prata e três de bronze, com destaque para o atletismo.
OSCAR PISTORIUS
É com certeza o atleta mais famoso do país no momento. Sem as duas pernas, corre de prótese e conseguiu autorização para tentar disputar a Olimpíada com as "pernas falsas". Ano passado, no mundial, correr as eliminatórias e ajudou a equipe a ganhar a medalha de bronze no revezamento 4x400m. Deve ir a Olimpíada e, se correr a prova individual, deve chegar a semifinal.Correndo o revezamento, pode até medalhas.
CASTER SEMENYA
A atleta dos 800m ficou famosa após ter tido que passar por exame de feminilidade ao ganhar a prova dos 800m no mundial de 2009,em Berlim. Sua vitória foi muito tranquila e, na ocasião, tinha apenas 18 anos. Isso pode ter abalado a atleta que em 2011 não repetiu o domínio e foi prata no mundial.
ATLETISMO
Além do revezamento, 4x400m e de Caster, a África do Sul tem outras grandes chances de medalha na modalidade. Sunette Vijoen é atual medalha de bronze no dardo em campeonatos mundiais. LJ Vanzyl foi bronze no último mundial na prova dos 400m com barreiras e aparece como um dos favoritos a medalha em Londres, já correu a prova na casa dos 47s, o que é um resultado espetacular.
NATAÇÃO
Uma das maiores surpresas da natação na Olimpíada de Atenas foi a vitória da África do Sul no revezamento 4x100m livre naquela Olimpíada, superando os favoritos EUA e Austrália, numa das cenas mais marcantes dos Jogos. Agora, a natação do país continua forte, mas não tem atletas favoritos absolutos ao ouro. No nado livre e peito, tem nadadores com chances de um bom resultado mas, no último mundial, o país conquistou apenas um bronze em provas olímpicas, nos 100m peito. Chad Le Cros é muito bom, principalmente nos 200m borboleta, em que é campeão mundial em piscina curta e quinto em longa. Foi o destaque dos Jogos da Juventude, em 2010, quando levou cinco medalhas.
BRASIL x AFRICA DO SUL
Se a prova de 50m peito fosse olímpica, a disputa pelo ouro seria restrita e Felipe França e o sul-africano Cameron Van de Burgh. No 100m, são uns 10 nadadores na briga e Cameron é um dos favoritos ao pódio, foi bronze no mundial do ano passado. Felipe briga por fora, mas chegará forte.
Nos 50m livre, prova em que Cielo e Bruno Fratus disputam a medalha, os sul-africanos tem Gideon Leuw como um dos 10 melhores do mundo e o famoso Roland Schoeman que, que tem questionado muito o doping de Cielo, mas ainda não voltou a grande fase que viveu em 2004, talvez nunca volte.
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De Tóquio, 1964, até Seul 1988 o país esteve ausente de todos os Jogos Olímpicos, causando também um boicote de 32 países africanos aos Jogos de 1972. 26 países africanos além de Iraque e Guiana recusaram-se a participar dos Jogos e se voltaram contra o COI, que não puniu a Nova Zelândia por realizar amistosos contra a África do Sul em excursão do time de rúgbi esporte não-olímpico.
Dona de uma tradição olímpica, a África do Sul foi mal em Pequim. Foi seu pior desempenho em uma edição olímpica, ganhando apenas uma medalha de prata, fato que não ocorria desde as Olimpíadas de Berlim-1936, quando repetiu o mesmo desempenho.
Nos Campeonatos Mundiais do ano passado, foram, ao todo, três medalhas de prata e três de bronze, com destaque para o atletismo.
OSCAR PISTORIUS
É com certeza o atleta mais famoso do país no momento. Sem as duas pernas, corre de prótese e conseguiu autorização para tentar disputar a Olimpíada com as "pernas falsas". Ano passado, no mundial, correr as eliminatórias e ajudou a equipe a ganhar a medalha de bronze no revezamento 4x400m. Deve ir a Olimpíada e, se correr a prova individual, deve chegar a semifinal.Correndo o revezamento, pode até medalhas.
CASTER SEMENYA
A atleta dos 800m ficou famosa após ter tido que passar por exame de feminilidade ao ganhar a prova dos 800m no mundial de 2009,em Berlim. Sua vitória foi muito tranquila e, na ocasião, tinha apenas 18 anos. Isso pode ter abalado a atleta que em 2011 não repetiu o domínio e foi prata no mundial.
ATLETISMO
Além do revezamento, 4x400m e de Caster, a África do Sul tem outras grandes chances de medalha na modalidade. Sunette Vijoen é atual medalha de bronze no dardo em campeonatos mundiais. LJ Vanzyl foi bronze no último mundial na prova dos 400m com barreiras e aparece como um dos favoritos a medalha em Londres, já correu a prova na casa dos 47s, o que é um resultado espetacular.
NATAÇÃO
Uma das maiores surpresas da natação na Olimpíada de Atenas foi a vitória da África do Sul no revezamento 4x100m livre naquela Olimpíada, superando os favoritos EUA e Austrália, numa das cenas mais marcantes dos Jogos. Agora, a natação do país continua forte, mas não tem atletas favoritos absolutos ao ouro. No nado livre e peito, tem nadadores com chances de um bom resultado mas, no último mundial, o país conquistou apenas um bronze em provas olímpicas, nos 100m peito. Chad Le Cros é muito bom, principalmente nos 200m borboleta, em que é campeão mundial em piscina curta e quinto em longa. Foi o destaque dos Jogos da Juventude, em 2010, quando levou cinco medalhas.
BRASIL x AFRICA DO SUL
Se a prova de 50m peito fosse olímpica, a disputa pelo ouro seria restrita e Felipe França e o sul-africano Cameron Van de Burgh. No 100m, são uns 10 nadadores na briga e Cameron é um dos favoritos ao pódio, foi bronze no mundial do ano passado. Felipe briga por fora, mas chegará forte.
Nos 50m livre, prova em que Cielo e Bruno Fratus disputam a medalha, os sul-africanos tem Gideon Leuw como um dos 10 melhores do mundo e o famoso Roland Schoeman que, que tem questionado muito o doping de Cielo, mas ainda não voltou a grande fase que viveu em 2004, talvez nunca volte.
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Como está o atletismo
Todo mundo falou do índice da Rosangela nos 100m, feito hoje no GP Rio de atletismo com o tempo de 11s21. Realmente foi muito bom, mas todos já sabiam que ela ia para a Olimpíada pois o revezamento brasileiro já está classificado e todos já sabiam que ela poderia disputar a prova em Londres pois ela já tem o índice B e o Brasil não tem nenhuma outra atleta que queira disputar os 100m(Ana Claudia já disse que corre só os 200m) que possa chegar nessa marca.
Portanto, o que mais valeu no GP de atletismo de hoje foi o índice olímpico de Laila Ferrer no lançamento do dardo. Falei outro dia com o João Paulo, técnico e lançamentos e arremessos, e ele disse que apesar de estarmos vindo com uma boa geração de atletas, achava que ninguém além do Ronald e as meninas do disco(Andressa fez o índice no Campeonato Paulista hoje, leia mais abaixo) chegariam aos Jogos. Laila Ferrer venceu o dardo com a marca de 60m21 e atingiu o índice olímpico, além de ter levado a medalha de ouro na prova.
A marca da Rosangela foi boa, 11s21, mas o mais legal foi ver o que o revezamento feminino está se encaixando. 43s01 é uma boa marca para essa época do ano. Na Olimpíada, o bronze deve estar perto dos 42s50.
No salto triplo, Jonathan ainda não conseguiu encaixar um bom salto depois daquele 17m39 de dois meses atrás. Ficou em sexto, não chegou nem aos 16m.
O revezamento 4x400m feminino correu na casa dos 3m31s, ainda não está bom. Ano passado, o time da BMF fez 3m26s, recorde sul-americano e que coloca o Brasil numa final olímpica. Quem está bem é Geisa. Fiz no cronometro manual a passagem dela hoje do revezamento, fez na casa dos 50s alto, o que é muito bom.
No revezamento masculino, tempo abaixo dos 39s, já é algo bom. Mas para medalhar em Londres tem que ser abaixo dos 38s. O que dá para perceber é que as passagens estão boas, ainda com um pouco a melhorar, mas ainda falta velocidade para os brasileiros. E eles sabem disso. Ao contrário de outros anos, nenhum deles sequer chegou ao índice olímpico da prova individual, o que é preocupante. A passagem sempre ajudou o Brasil, mas não dá para pensar que só passando bem o bastão vai subir ao pódio.
Nos 800m, esses índices ainda vão sair. No momento, dois atletas tem índice B. Só um deles irá a Londres. O Brasil só levará mais de um atleta caso ambos corram abaixo de 1m45s60. Kleberson deve fazê-lo em breve, Lutimar também tem chances, Diego e Diomar já fizeram a marca B. E tem também o experiente Fabiano Peçanha...
Se os 800m devem sair mais índices, não podemos falar o mesmo das provas com barreira e obstáculos. Dificilmente algum brasileiro correrá os 100m com barreira feminino, o 110m com barreira masculino, os 400m com barreiras masculino e 3000m com obstáculos. Hoje, todo mundo ficou longe da marca. Ainda acredito que Mahau Suguimati tem chance nos 400m, foi semifinalista olímpico em Pequim e no último mundial.
Se contarmos a classificação de três revezamentos do Brasil, que é o que deve realmente acontecer, o Brasil está com uma delegação de 15 mulheres e 14 homens, com 29 atletas até o momento. Não vamos chegar nem perto dos 45 que foram a Pequim, até porque os índices foram dificultados, mas creio que a uns 32, 33 atletas a seleção chegue.
Creio que vai sair ao menos um índice a mais nos 800m masculino. Também acho bem possível o índice da Lucimara no heptatlo e de algum atleta no decatlo. E,claro,sempre tem uma “surpresa” como foi Laila hoje.
Até o Troféu Brasil, que será a última tentativa, teremos o Ibero-americano, competição importante e forte em que devem sair algumas marcas boas. E,claro, tem competições pequenas espalhadas pelo Brasil, principalmente as da Federação Paulista,que já proporcionaram alguns índices como os de Andressa e Jonathan.
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Portanto, o que mais valeu no GP de atletismo de hoje foi o índice olímpico de Laila Ferrer no lançamento do dardo. Falei outro dia com o João Paulo, técnico e lançamentos e arremessos, e ele disse que apesar de estarmos vindo com uma boa geração de atletas, achava que ninguém além do Ronald e as meninas do disco(Andressa fez o índice no Campeonato Paulista hoje, leia mais abaixo) chegariam aos Jogos. Laila Ferrer venceu o dardo com a marca de 60m21 e atingiu o índice olímpico, além de ter levado a medalha de ouro na prova.
A marca da Rosangela foi boa, 11s21, mas o mais legal foi ver o que o revezamento feminino está se encaixando. 43s01 é uma boa marca para essa época do ano. Na Olimpíada, o bronze deve estar perto dos 42s50.
No salto triplo, Jonathan ainda não conseguiu encaixar um bom salto depois daquele 17m39 de dois meses atrás. Ficou em sexto, não chegou nem aos 16m.
O revezamento 4x400m feminino correu na casa dos 3m31s, ainda não está bom. Ano passado, o time da BMF fez 3m26s, recorde sul-americano e que coloca o Brasil numa final olímpica. Quem está bem é Geisa. Fiz no cronometro manual a passagem dela hoje do revezamento, fez na casa dos 50s alto, o que é muito bom.
No revezamento masculino, tempo abaixo dos 39s, já é algo bom. Mas para medalhar em Londres tem que ser abaixo dos 38s. O que dá para perceber é que as passagens estão boas, ainda com um pouco a melhorar, mas ainda falta velocidade para os brasileiros. E eles sabem disso. Ao contrário de outros anos, nenhum deles sequer chegou ao índice olímpico da prova individual, o que é preocupante. A passagem sempre ajudou o Brasil, mas não dá para pensar que só passando bem o bastão vai subir ao pódio.
Nos 800m, esses índices ainda vão sair. No momento, dois atletas tem índice B. Só um deles irá a Londres. O Brasil só levará mais de um atleta caso ambos corram abaixo de 1m45s60. Kleberson deve fazê-lo em breve, Lutimar também tem chances, Diego e Diomar já fizeram a marca B. E tem também o experiente Fabiano Peçanha...
Se os 800m devem sair mais índices, não podemos falar o mesmo das provas com barreira e obstáculos. Dificilmente algum brasileiro correrá os 100m com barreira feminino, o 110m com barreira masculino, os 400m com barreiras masculino e 3000m com obstáculos. Hoje, todo mundo ficou longe da marca. Ainda acredito que Mahau Suguimati tem chance nos 400m, foi semifinalista olímpico em Pequim e no último mundial.
Se contarmos a classificação de três revezamentos do Brasil, que é o que deve realmente acontecer, o Brasil está com uma delegação de 15 mulheres e 14 homens, com 29 atletas até o momento. Não vamos chegar nem perto dos 45 que foram a Pequim, até porque os índices foram dificultados, mas creio que a uns 32, 33 atletas a seleção chegue.
Creio que vai sair ao menos um índice a mais nos 800m masculino. Também acho bem possível o índice da Lucimara no heptatlo e de algum atleta no decatlo. E,claro,sempre tem uma “surpresa” como foi Laila hoje.
Até o Troféu Brasil, que será a última tentativa, teremos o Ibero-americano, competição importante e forte em que devem sair algumas marcas boas. E,claro, tem competições pequenas espalhadas pelo Brasil, principalmente as da Federação Paulista,que já proporcionaram alguns índices como os de Andressa e Jonathan.
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domingo, 20 de maio de 2012
Passaporte Carimbado- Ana Luiza e Fernanda Oliveira
A disputa interna foi complicada. Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan garantiram a vaga olímpica numa disputa intensa com Martine Grael e Isabel Swan.
No mundial do ano passado, Martine e Isabel foram bem melhores. No pré olímpico brasileiro, disputado apenas entre as duas duplas, melhor para Fernanda e Ana Luiza. No desempate, o Trofeu Princesa Sofia, melhor para Ana Luiza e Fernanda. "Tentamos começar o campeonato fazendo o nosso melhor, sem pensar nas outras brasileiras. Aí,depois,foi só administrar para assegurar a vaga' disse Fernanda que, em Pequim, ganhou a medalha de bronze ao lado da hoje rival Isabel Swan.
A dupla tem conseguindo alguns resultados regulares na temporada. No mundial que terminou ontem,por exemplo, ficaram na nona posição, mais uma vez na Regata da Medalha, como também fizeram no Evento teste, ano passado, que foi disputado nas mesmas condições da Olimpíada. "No evento teste do último ano chegamos na Medal Race com chance de medalha. Acabamos em quinto lugar, o que foi um belo resultado! O vento pode ser forte ou fraco, já velejamos lá com todas condições. Não temos preferência" garante a medalhista olímpica.
Durante o ciclo olímpico, elas tiveram resultados piores do que das adversárias, tanto que começaram a corrida olímpica atrás. Porém, a virada começou no pré olímpico brasileiro, em que elas derrotaram as rivais numa estratégia muito bem feita por Fernanda, especialista em provas de Match Race, aquelas em que são apenas dois barcos na disputa de cada prova. Depois, valeu a melhor técnica e experiência de três Olimpíadas de Fernanda, que garantiu vaga durante o Trofeu Princesa Sofia.
Quanto a "novata" parceira, Fernanda só tem elogios: "Tenho 31 anos e estarei na minha quarta Olimpíada. Ajudarei a Ana no que for possível. O importante é estarmos sempre perto, conversando e focadas".
A dupla chega a Londres de forma muito parecida com que Isabel e Fernanda chegaram a Pequim. Aquela dupla que todo mundo sabe que é boa, que pode surpreender, mas está longe de ser favorita. Sem pressão pela medalha, mas sabendo da possibilidade de um bom resultado: " Eu já sou bastante exigente comigo mesma, por mais que exista uma pressão externa, natural dos Jogos Olímpicos, estou acostumada a me exigir bastante e durante toda minha carreira foi assim. Com o tempo, tendo já vivido situações de pressão, é mais fácil passar por esses momentos" garante a gaúcha.
A dupla é atual décima colocada do ranking mundial. Esse ano, já disputaram duas etapas da Copa do Mundo, ficaram uma em oitavo lugar e outra em décimo primeiro. Ano passado, chegaram a duas Regatas da Medalha em Copas do Mundo, uma em quarto em outra em quinto lugar.
A dupla está bem, entre as melhores do mundo. Está naquele grupo que não é favorito ao pódio mas pode surpreender, assim como aconteceu em Pequim.
Resta saber se dois raios caem no mesmo lugar...
A série Passaporte Carimbado falará das chances de cada um dos brasileiros que vão a Londres. Objetivo é chegar aos Jogos Olímpicos tendo entrevistado TODOS os brasileiros de provas individuais e uma boa parte dos coletivos.
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No mundial do ano passado, Martine e Isabel foram bem melhores. No pré olímpico brasileiro, disputado apenas entre as duas duplas, melhor para Fernanda e Ana Luiza. No desempate, o Trofeu Princesa Sofia, melhor para Ana Luiza e Fernanda. "Tentamos começar o campeonato fazendo o nosso melhor, sem pensar nas outras brasileiras. Aí,depois,foi só administrar para assegurar a vaga' disse Fernanda que, em Pequim, ganhou a medalha de bronze ao lado da hoje rival Isabel Swan.
A dupla tem conseguindo alguns resultados regulares na temporada. No mundial que terminou ontem,por exemplo, ficaram na nona posição, mais uma vez na Regata da Medalha, como também fizeram no Evento teste, ano passado, que foi disputado nas mesmas condições da Olimpíada. "No evento teste do último ano chegamos na Medal Race com chance de medalha. Acabamos em quinto lugar, o que foi um belo resultado! O vento pode ser forte ou fraco, já velejamos lá com todas condições. Não temos preferência" garante a medalhista olímpica.
Durante o ciclo olímpico, elas tiveram resultados piores do que das adversárias, tanto que começaram a corrida olímpica atrás. Porém, a virada começou no pré olímpico brasileiro, em que elas derrotaram as rivais numa estratégia muito bem feita por Fernanda, especialista em provas de Match Race, aquelas em que são apenas dois barcos na disputa de cada prova. Depois, valeu a melhor técnica e experiência de três Olimpíadas de Fernanda, que garantiu vaga durante o Trofeu Princesa Sofia.
Quanto a "novata" parceira, Fernanda só tem elogios: "Tenho 31 anos e estarei na minha quarta Olimpíada. Ajudarei a Ana no que for possível. O importante é estarmos sempre perto, conversando e focadas".
A dupla chega a Londres de forma muito parecida com que Isabel e Fernanda chegaram a Pequim. Aquela dupla que todo mundo sabe que é boa, que pode surpreender, mas está longe de ser favorita. Sem pressão pela medalha, mas sabendo da possibilidade de um bom resultado: " Eu já sou bastante exigente comigo mesma, por mais que exista uma pressão externa, natural dos Jogos Olímpicos, estou acostumada a me exigir bastante e durante toda minha carreira foi assim. Com o tempo, tendo já vivido situações de pressão, é mais fácil passar por esses momentos" garante a gaúcha.
A dupla é atual décima colocada do ranking mundial. Esse ano, já disputaram duas etapas da Copa do Mundo, ficaram uma em oitavo lugar e outra em décimo primeiro. Ano passado, chegaram a duas Regatas da Medalha em Copas do Mundo, uma em quarto em outra em quinto lugar.
A dupla está bem, entre as melhores do mundo. Está naquele grupo que não é favorito ao pódio mas pode surpreender, assim como aconteceu em Pequim.
Resta saber se dois raios caem no mesmo lugar...
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sábado, 19 de maio de 2012
Países em Londres- Hungria
A Hungria tem um dos esportes que está mais decadentes nos últimos anos. Na primeira metade do século, era uma potência olímpica, chegou a ficar em terceiro lugar em duas edições dos Jogos. Durante a Guerra Fria, apesar das disputas para se livrar do domínio Soviético, tinha as características do esporte dos países que faziam parte da cortina de Ferro e chovia medalhas por lá. Porém, desde 1992, o país não consegue ficar entre os 10 melhores do quadro de medalhas. E não será em Londres que conseguirá.
Em Pequim,foram três ouros, seis pratas e dois bronzes, no pior desempenho do país desde 1924. Nos Campeonatos Mundiais do ano passado, foram quatro ouros, quatro pratas e seis bronzes e a décima nona posição no quadro.
EM BUSCA DO TRI
O esporte mais popular e tradicional do país é o polo aquático. A seleção é simplesmente atual tricampeã olímpica e é uma das favoritas ao título em Londres e conseguiu a classificação com a medalha de bronze no último mundial, em Shangai,ano passado. Porém, esse bronze não significa que a equipe caiu de produção. Gergelry Kiss, Peter Biros, Zoltan Szecsi e Tomas Kasas podem se sagrar tetracampeões olímpicos.
NATAÇÃO
A natação húngara já esteve melhor, mas ainda tem ótimos nadadores. Gergo Kiss é um dos favoritos ao pódio nos 1500m. Nos 200m peito, o atual bicampeão mundial é Daniel Gyurta, que terá uma missão dificílima em Londres que será derrotar o bicampeão olímpico Katajima, que está numa forma incrível em 2012.
CANOAGEM
O país tem muita tradição na modalidade. São 19 medalhas de ouro e um total de 71 na história da competição. Atualmente, o país garimpa suas medalhas, mas não é aquele arrastão que era antigamente. O principal nome da delegação é Attila Vajda, campeão olímpico e mundial do c1 1000m. No feminino, a prova mais tradicional, o k-4, tem como a Hungria um dos principais favoritos.
BRASIL x HUNGRIA
O caso mais emblemático da disputa entre Brasil e Hungria é a prova dos 200m medley da natação. Lazlo Cseh foi medalhista em todas as principais competições nos últimos anos enquanto Thiago Pereira sempre em quarto lugar. É uma suposta briga direta pelo bronze, já que, a princípio, Lochte e Phelps lutam pelo ouro.
No judô,Eva Csernoviczki eliminou a então jovem de 17 anos Sarah Menezes na estreia da Olimpíada de Pequim. Quatro anos depois, Sarah é uma das favoritas ao pódio na categoria até 48kg, ao lado da própria Eva que segue entre as melhores mas é freguesa de Sarah e não é tão consistente quanto a brasileira.
Na série Países em Londres, vou analisar as pretensões dos principais países do quadro de medalhas. Quando necessário, vou juntas alguns países e apresentar regiões do mundo. Objetivo é chegar até o dia 27 de julho tendo falado ao menos UM POUCO de cada um dos países.
Países já analisados:
Grã Bretanha
Itália
Alemanha
França
Coreia do Sul
Argentina
Espanha
Irã
Romênia
Nova Zelândia
Balcãs- Servia,Montenegro,Croácia,Eslovênia,Albânia,Bosnia,Kosovo e Macedônia
México
Cone Sul- Paraguai, Uruguai e Chile
Grécia
Ucrânia
Países Bálticos- Letônia, Estônia e Lituania
Canadá
Malásia
Azerbaijão
Holanda
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Em Pequim,foram três ouros, seis pratas e dois bronzes, no pior desempenho do país desde 1924. Nos Campeonatos Mundiais do ano passado, foram quatro ouros, quatro pratas e seis bronzes e a décima nona posição no quadro.
EM BUSCA DO TRI
O esporte mais popular e tradicional do país é o polo aquático. A seleção é simplesmente atual tricampeã olímpica e é uma das favoritas ao título em Londres e conseguiu a classificação com a medalha de bronze no último mundial, em Shangai,ano passado. Porém, esse bronze não significa que a equipe caiu de produção. Gergelry Kiss, Peter Biros, Zoltan Szecsi e Tomas Kasas podem se sagrar tetracampeões olímpicos.
NATAÇÃO
A natação húngara já esteve melhor, mas ainda tem ótimos nadadores. Gergo Kiss é um dos favoritos ao pódio nos 1500m. Nos 200m peito, o atual bicampeão mundial é Daniel Gyurta, que terá uma missão dificílima em Londres que será derrotar o bicampeão olímpico Katajima, que está numa forma incrível em 2012.
CANOAGEM
O país tem muita tradição na modalidade. São 19 medalhas de ouro e um total de 71 na história da competição. Atualmente, o país garimpa suas medalhas, mas não é aquele arrastão que era antigamente. O principal nome da delegação é Attila Vajda, campeão olímpico e mundial do c1 1000m. No feminino, a prova mais tradicional, o k-4, tem como a Hungria um dos principais favoritos.
BRASIL x HUNGRIA
O caso mais emblemático da disputa entre Brasil e Hungria é a prova dos 200m medley da natação. Lazlo Cseh foi medalhista em todas as principais competições nos últimos anos enquanto Thiago Pereira sempre em quarto lugar. É uma suposta briga direta pelo bronze, já que, a princípio, Lochte e Phelps lutam pelo ouro.
No judô,Eva Csernoviczki eliminou a então jovem de 17 anos Sarah Menezes na estreia da Olimpíada de Pequim. Quatro anos depois, Sarah é uma das favoritas ao pódio na categoria até 48kg, ao lado da própria Eva que segue entre as melhores mas é freguesa de Sarah e não é tão consistente quanto a brasileira.
Na série Países em Londres, vou analisar as pretensões dos principais países do quadro de medalhas. Quando necessário, vou juntas alguns países e apresentar regiões do mundo. Objetivo é chegar até o dia 27 de julho tendo falado ao menos UM POUCO de cada um dos países.
Países já analisados:
Grã Bretanha
Itália
Alemanha
França
Coreia do Sul
Argentina
Espanha
Irã
Romênia
Nova Zelândia
Balcãs- Servia,Montenegro,Croácia,Eslovênia,Albânia,Bosnia,Kosovo e Macedônia
México
Cone Sul- Paraguai, Uruguai e Chile
Grécia
Ucrânia
Países Bálticos- Letônia, Estônia e Lituania
Canadá
Malásia
Azerbaijão
Holanda
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Levantamento de peso (CORRIGIDO)
No Campeonato Pan-Americano de levantamento de peso, disputado na Guatemala, o Brasil garantiu uma vaga olímpica no masculino e outra no feminino, graças aos resultados conseguidos pela equipe em geral. A vaga ainda não é de um atleta e sim do país, mas com certeza o representante brasileiro no masculino será Fernando Saraiva. No feminino, ainda há dúvidas.
O Brasil fez resultados muito calculados na competição. A confederação sabia que não precisava de muitos pontos para ir a Londres, por isso mandou atletas em apenas quatro categorias. Durante todo o ciclo olímpico dois atletas se destacaram: Welisson Silva, que esteve em Pequim, e Fernando, que cresceu muito nos últimos anos e passou de medalhista em mundial junior para campeão pan-americanos. Não há dúvidas que Fernando será o indicado.
Na Guatemala, o atleta que passou uma temporada nos EUA e agora treina com técnicos cubanos, levantou um total de 410kg na categoria acima de 105kg, mesma marca que fez no Pan de Guadalajara. Uma marca muito bom, que o coloca em décimo quinto no mundo nessa temporada mas em décimo primeiro se contarmos apenas os que vão a Londres. Já Welisson não conseguiu melhorar o desempenho do Pan, quando levantou 328kg, e com 317kg, ficou em quarto novamente.
No feminino, a vaga ainda indefinida. Liliane, Eliane e Rosane estão entre as principais atletas do Brasil. Porém, a vaga deve ficar com Jaqueline que venceu a categoria até 75kg do Pan da Guatemala e durante todo o ciclo olímpico foi a atleta mais completa do Brasil, apesar de ter subido de categoria.
Vale lembrar que, em conjunto com o pan-americano, aconteceu o mundial junior da modalidade. Jullyany Herculano mostrou novamente ser a principal aposta do Brasil para os próximos anos, ficou em 12 lugar na competição.
Resumindo, Fernando será o atleta brasileiro e a menina acredito que ainda esteja indefinida,mas deve ser Jaqueline.Porém, é possível que a Confederação espere algumas definições dos outros países para ver qual a categoria que estará mais "fraca" ou com menos competidores para que o Brasil consiga uma melhor posição, como já foi feito outras vezes...
No aguardo
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O Brasil fez resultados muito calculados na competição. A confederação sabia que não precisava de muitos pontos para ir a Londres, por isso mandou atletas em apenas quatro categorias. Durante todo o ciclo olímpico dois atletas se destacaram: Welisson Silva, que esteve em Pequim, e Fernando, que cresceu muito nos últimos anos e passou de medalhista em mundial junior para campeão pan-americanos. Não há dúvidas que Fernando será o indicado.
Na Guatemala, o atleta que passou uma temporada nos EUA e agora treina com técnicos cubanos, levantou um total de 410kg na categoria acima de 105kg, mesma marca que fez no Pan de Guadalajara. Uma marca muito bom, que o coloca em décimo quinto no mundo nessa temporada mas em décimo primeiro se contarmos apenas os que vão a Londres. Já Welisson não conseguiu melhorar o desempenho do Pan, quando levantou 328kg, e com 317kg, ficou em quarto novamente.
No feminino, a vaga ainda indefinida. Liliane, Eliane e Rosane estão entre as principais atletas do Brasil. Porém, a vaga deve ficar com Jaqueline que venceu a categoria até 75kg do Pan da Guatemala e durante todo o ciclo olímpico foi a atleta mais completa do Brasil, apesar de ter subido de categoria.
Vale lembrar que, em conjunto com o pan-americano, aconteceu o mundial junior da modalidade. Jullyany Herculano mostrou novamente ser a principal aposta do Brasil para os próximos anos, ficou em 12 lugar na competição.
Resumindo, Fernando será o atleta brasileiro e a menina acredito que ainda esteja indefinida,mas deve ser Jaqueline.Porém, é possível que a Confederação espere algumas definições dos outros países para ver qual a categoria que estará mais "fraca" ou com menos competidores para que o Brasil consiga uma melhor posição, como já foi feito outras vezes...
No aguardo
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sexta-feira, 18 de maio de 2012
Passaporte carimbado- Cesar Castro
Cesar Castro é o melhor atleta dos saltos ornamentais da
história do Brasil. Foi nono colocado no trampolim em Atenas 2004 e quinto
colocado no mundial de Roma 2009, melhor colocação de um brasileiro em ambas
competições. Está qualificado para sua terceira Olimpíada e é colunista do blog
há dois anos, escrevendo textos mensais.
Perguntei a ele o que deu errado no último mundial, quando
sequer passou para as semifinais da prova. A resposta foi curta e grossa: “A
pergunta é o que deu certo”.
A primeira redenção veio no Pan de Guadalajara quando, com a
pontuação de 462, ficou com o bronze. “No fim da preparação,tive um problema do
joelho então ter feito essa pontuação foi muito bom” disse, se referindo aos
pontos que, se fossem feitos no mundial, teria ficado em sétimo.
Depois, confirmou que está bem de novo com a vaga olímpica
na Copa do Mundo de Londres, evento que valeu também como evento teste e pré
olímpico. “Pela primeira vez pude participar de um evento internacional com
três profissionais trabalhando comigo, graças a ajuda do time Rio” disse o
atleta, que também é ajudado pelo Mackenzie e pelos Correios.
Agora, o objetivo é esquecer o resultado da Olimpíada de
Pequim, quando nem foi para semifinal, e o que fez no mundial, também longe dos
18 melhores. Para isso, não participou dos primeiros Gran Prix da temporada.
Viajou aos EUA para treinos e, em junho, disputa competições na Rússia e na
Espanha. “Temos investido bastante nos detalhes de planejamento para que
tenhamos condições de chegar bem em Londres, que é o grande objetivo.Ano
olímpico precisa tomar cuidado pois tudo pode fazer diferença”.
Cesar tem saltos e qualidade para repetir a final olímpica
de 2004 e até mesmo de chegar perto do resultado obtido em Roma,no mundial de
2009. Mas precisa estar bem preparado e em seu dia para ficar entre os
primeiros colocados no trampolim 3m
A série Passaporte Carimbado falará das chances de cada um dos brasileiros que vão a Londres. Objetivo é chegar aos Jogos Olímpicos tendo entrevistado TODOS os brasileiros de provas individuais e uma boa parte dos coletivos.
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Marcadores:
Passaporte carimbado;,
Saltos Ornamentais
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Equipe brasileira
O tempo está passando e a equipe brasileira vai tomando cara.Já passamos dos 200 atletas classificados e ainda temos algumas seletivas.O número deve chegar perto dos 250.
No atletismo,os atletas tem mais cerca de 40 dias para fazer índices.Como o Brasil deve ter 3 revezamentos em Londres,devemos passar dos 30 atletas classificados.
No boxe,já são oito classificados com possibilidade de o número aumentar com o fim do mundial feminino. Dia nove de junho acontece a seletiva olímpica da maratona aquática em que Alan e lucas nadam os 10km com chances de se classificar.Não temos mais chances no feminino.
No ciclismo,o ranking está próximo de fechar.Devemos ter um atleta no Mtb masculino e pelo menos duas na estrada feminina.O bmx está numa situação complicada,mas os homens ainda tem chances.
No levantamento de peso,o pré olímpico das Américas está acontecendo nesse momento na Guatemala.Bem possível que o Brasil consiga uma vaga entre os homens e uma com as mulheres.
No tênis,o ranking será fechado depois de Roland Garros.No individual,Bellucci precisa ganhar dois jogos ou mais no Grand Slam francês para se garantir em Londres.Nas duplas,é bem provável que Bruno Soares consiga a vaga e a Confederação escolherá o parceiro.
No vôlei de praia,o Brasil já garantiu Matematicamente quatro duplas em londres.No feminino serão Juliana e Larissa e Maria Elisa e Talita.No masculino,ainda há uma dúvida de quem vai acompanhar Emanuel e Alison.Ou Ricardo e Pedro Cunha ou Pedro Solberg e Marcio.A cbv irá escolher.
Está chegando a hora!!!
Minha aposta para medalhas? 17 no total, cinco de ouro! Dois ouros tem brasileiros como MUITO favoritos.Robert e Bruno na vela e Cielo nos 50m. Outros dois ouros acho que vem do vôlei.Não sei se na quadra ou na praia no feminino ou masculino.Mas acho que vem dois ouros. Por fim,acho que vem um quinto ouro.Ou no judô,ou no futebol ou com alguma surpresa maior que seria atletismo,boxe ou ginástica.
Está chegando
Siga o blog no twitter: @brasilemlondres
No atletismo,os atletas tem mais cerca de 40 dias para fazer índices.Como o Brasil deve ter 3 revezamentos em Londres,devemos passar dos 30 atletas classificados.
No boxe,já são oito classificados com possibilidade de o número aumentar com o fim do mundial feminino. Dia nove de junho acontece a seletiva olímpica da maratona aquática em que Alan e lucas nadam os 10km com chances de se classificar.Não temos mais chances no feminino.
No ciclismo,o ranking está próximo de fechar.Devemos ter um atleta no Mtb masculino e pelo menos duas na estrada feminina.O bmx está numa situação complicada,mas os homens ainda tem chances.
No levantamento de peso,o pré olímpico das Américas está acontecendo nesse momento na Guatemala.Bem possível que o Brasil consiga uma vaga entre os homens e uma com as mulheres.
No tênis,o ranking será fechado depois de Roland Garros.No individual,Bellucci precisa ganhar dois jogos ou mais no Grand Slam francês para se garantir em Londres.Nas duplas,é bem provável que Bruno Soares consiga a vaga e a Confederação escolherá o parceiro.
No vôlei de praia,o Brasil já garantiu Matematicamente quatro duplas em londres.No feminino serão Juliana e Larissa e Maria Elisa e Talita.No masculino,ainda há uma dúvida de quem vai acompanhar Emanuel e Alison.Ou Ricardo e Pedro Cunha ou Pedro Solberg e Marcio.A cbv irá escolher.
Está chegando a hora!!!
Minha aposta para medalhas? 17 no total, cinco de ouro! Dois ouros tem brasileiros como MUITO favoritos.Robert e Bruno na vela e Cielo nos 50m. Outros dois ouros acho que vem do vôlei.Não sei se na quadra ou na praia no feminino ou masculino.Mas acho que vem dois ouros. Por fim,acho que vem um quinto ouro.Ou no judô,ou no futebol ou com alguma surpresa maior que seria atletismo,boxe ou ginástica.
Está chegando
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quarta-feira, 16 de maio de 2012
Summit
Saio dos Eua hoje após o summit,em que cobri para Record.O summit é um evento muito importante,que reuniu 110 atletas americanos que vão a Londres. É o momento que eles conversam com a mídia do mundo inteiro.
Tive a oportunidade de conversar com muitos americanos que serão rivais dos brasileiros.
A começar por Britney Reese,que ganhou quatro campeonatos mundiais no ciclo olímpico.Ela elogiou Maurren,mas quando perguntei das principais rivais,citou duas russas,uma americana e até a Naide Gomes.Mas nada de Maurren.
As meninas do futebol dos Eua estão muito abatidas com a prata na Copa do Mundo do ano passado.Estão mordidas.Conversei dois minutinhos com quatro delas e elas não consideram mais o Brasil como adversário tão forte:"A Marta é fantástica,mas o futebol é um esporte coletivo" disse Alex Morgan.
Falei também com Lloyd,aquela que fez o gol na final olímpica de 2008,ela só comentou que elas venceram o Brasil em abril.
Brezzie,atual medalha de bronze no hipismo saltos individual,disse que admira muito Rodrigo Pessoa e Doda e que eles são dois dos candidatos ao pódio em Londres.Por equipes,ela disse que o time brasileiro é bom mas que a Alemanha é o principal rival.
Kayla Harrison disse que a Mayra é a adversária a ser batida,já que esse ano está muito bem.Sabe de cabeça o placar entre as duad,cinco a quatro para ela.
Nathan Adrian disse que é fã de Cielo e que não tem foco em uma marca.Tem foco na medalha.
Quanto a resultados,todos os Membros do Comite disseram que não trabalham com números.Mas eles querem a liderança.
Enfim.
É um evento muito legal que o Cob poderia fazer parecido.Segundo o amigo blogueiro Marcelo Romano,isso aconteceu antes de Atlanta 96.
E poderia ser repetido antes de cada Olimpíada...
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Tive a oportunidade de conversar com muitos americanos que serão rivais dos brasileiros.
A começar por Britney Reese,que ganhou quatro campeonatos mundiais no ciclo olímpico.Ela elogiou Maurren,mas quando perguntei das principais rivais,citou duas russas,uma americana e até a Naide Gomes.Mas nada de Maurren.
As meninas do futebol dos Eua estão muito abatidas com a prata na Copa do Mundo do ano passado.Estão mordidas.Conversei dois minutinhos com quatro delas e elas não consideram mais o Brasil como adversário tão forte:"A Marta é fantástica,mas o futebol é um esporte coletivo" disse Alex Morgan.
Falei também com Lloyd,aquela que fez o gol na final olímpica de 2008,ela só comentou que elas venceram o Brasil em abril.
Brezzie,atual medalha de bronze no hipismo saltos individual,disse que admira muito Rodrigo Pessoa e Doda e que eles são dois dos candidatos ao pódio em Londres.Por equipes,ela disse que o time brasileiro é bom mas que a Alemanha é o principal rival.
Kayla Harrison disse que a Mayra é a adversária a ser batida,já que esse ano está muito bem.Sabe de cabeça o placar entre as duad,cinco a quatro para ela.
Nathan Adrian disse que é fã de Cielo e que não tem foco em uma marca.Tem foco na medalha.
Quanto a resultados,todos os Membros do Comite disseram que não trabalham com números.Mas eles querem a liderança.
Enfim.
É um evento muito legal que o Cob poderia fazer parecido.Segundo o amigo blogueiro Marcelo Romano,isso aconteceu antes de Atlanta 96.
E poderia ser repetido antes de cada Olimpíada...
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Passaporte Carimbado com Maria Suelen
Maria Suelen será a representante brasileira no peso pesado feminino do judô em Londres,categoria que o Brasil não participou em Pequim.
Ela terminou a corrida olímpica em sétimo lugar e vai para Olimpiada como aquelas atletas que não são favoritas mas pode surpreender.
"Quem ta embaixo esta subindo,então posso ser uma surpresa" garante a atleta que tem como principal algoz a cubana Idalis Ortiz"Ela me venceu de novo no último pan,mas foi outro vacilo meu"
200 dos pontos dela conquistados no ranking mundial veio do ouro no Gran Prix de Amsterdã:"Foi um dia perfeito,deu tudo certo,tudo encaixou" lembra a atleta que,na competição venceu Quian Quin e Polavder,da Eslovenia,duas das melhores atletas da atualidade.
Maria sabe que,mesmo não sendo uma das favoritas,é muito estudada pelas adversárias."A gente chega com umas armadilhas,faço nas lutas coisas novas.Luto de vários jeitos.Quanto a nossos estudos,não estudo para lutar com cada atleta,estudo para lutar contra cada estilo"
Além do título em Amsterdã,o principal resultado dela foi a prata no Grand Slam do Rio de 2010. A categoria pesado é a última do judo a entrar em ação,no sétimo dia de competições."O tempo não passa,bom foi no pan,que lutei no primeiro dia" disse,se referindo aos Jogos Pan-americanos,em que ficou com a medalha de bronze.
Maria Suelen está no grupo das que podem surpreender.Se estiver num dia bom,briga diretamente por medalha,com boas chances.Se tiver num dia não tão bom,deve chegar as quartas-de-final.
A série Passaporte Carimbado falará das chances de cada um dos brasileiros que vão a Londres. Objetivo é chegar aos Jogos Olímpicos tendo entrevistado TODOS os brasileiros de provas individuais e uma boa parte dos esportes coletivos.
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200 dos pontos dela conquistados no ranking mundial veio do ouro no Gran Prix de Amsterdã:"Foi um dia perfeito,deu tudo certo,tudo encaixou" lembra a atleta que,na competição venceu Quian Quin e Polavder,da Eslovenia,duas das melhores atletas da atualidade.
Maria sabe que,mesmo não sendo uma das favoritas,é muito estudada pelas adversárias."A gente chega com umas armadilhas,faço nas lutas coisas novas.Luto de vários jeitos.Quanto a nossos estudos,não estudo para lutar com cada atleta,estudo para lutar contra cada estilo"
Além do título em Amsterdã,o principal resultado dela foi a prata no Grand Slam do Rio de 2010. A categoria pesado é a última do judo a entrar em ação,no sétimo dia de competições."O tempo não passa,bom foi no pan,que lutei no primeiro dia" disse,se referindo aos Jogos Pan-americanos,em que ficou com a medalha de bronze.
Maria Suelen está no grupo das que podem surpreender.Se estiver num dia bom,briga diretamente por medalha,com boas chances.Se tiver num dia não tão bom,deve chegar as quartas-de-final.
A série Passaporte Carimbado falará das chances de cada um dos brasileiros que vão a Londres. Objetivo é chegar aos Jogos Olímpicos tendo entrevistado TODOS os brasileiros de provas individuais e uma boa parte dos esportes coletivos.
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